quinta-feira, 8 de dezembro de 2005
Nova mudança de regras na contratação de professores...
domingo, 4 de dezembro de 2005
Tempo de testes de avaliação...
segunda-feira, 28 de novembro de 2005
(In)disciplina nas escolas portuguesas
Quanto ao número de agressões verificadas, não podemos dizer se são poucos ou muitos. Mas, certamente não são números para sorrir... Podemos sim afirmar que as escolas devem ter um conjunto de instrumentos, baseados na autonomia de competências, que responsabilizem os pais e encarregados de educação pelo comportamento dos seus educandos na escola. António Nóvoa tem toda a razão quando diz que a autoridade não se impõe, conquista-se... Mas, já não concordo com o conhecido Professor universitário quando este diz que, por forma a contrariar os alunos que não querem estar na escola se deve recuperar a ideia de um "contrato", com direitos e deveres de parte a parte, a celebrar com os alunos e as famílias, deixando a hipótese das multas para outros sectores. Então, porque é que não se poderão "castigar" os pais daqueles que vêem a escola como o depósito dos seus filhos, aproveitando, muitas vezes, o abono de família para despesas que nada têm que ver com a educação dos jovens? Porque não fazer uma discriminação positiva a este nível? Porque não avançar com maiores abonos de família para os alunos que, com dificuldades financeiras em casa, conseguem resultados satisfatórios e diminuir ou acabar com este apoio para as famílias que "desprezam" a escola e "abandonam" os seus filhos na escola?
Já agora, uma palavrinha para a pseudo-polémica acerca da retirada de crucifixos das escolas portuguesas. O Ministério das Educação não terá mais nada que fazer do que preocupar-se com questões que nada influem no maior ou menor sucesso escolar??? É que não é a presença ou ausência dos crucifixos que fazem melhorar o rendimento dos alunos, tal como não são as graças que a Ministra diz querer que os docentes façam nas chamadas "aulas" de substituição que vão fazer com que os alunos se sintam mais motivados para os estudos...
terça-feira, 22 de novembro de 2005
No meio de tanta desilusão ganhou a Ministra da Educação... Mas, não a Educação!
Desilusão, porquê? Primeiro há que evidenciar a "qualidade" dos intervenientes no mesmo: o que foram fazer ao debate uma professora aposentada e um teórico da educação, que pouco sabem da realidade e do que efectivamente se passa nas escolas portuguesas? Depois, é deveras confrangedora a forma politiqueira e desfasada da realidade como os representantes dos sindicatos da FENPROF e da FNE dão a conhecer os problemas vividos pelos professores no contexto actual das alterações legislativas levadas a efeito pelo Ministério da Educação. E, o que dizer do representante dos encarregados de educação? Aliás, o senhor Albino Almeida é o representante de quantos encarregados de educação do País? É bom que se saiba, porque a realidade a este nível apenas demonstra que os pais, regra geral, alheiam-se completamente da vida escolar dos seus educandos, pelo que seria bom que se percebesse que legitimidade tem o senhor Albino Almeida para falar do ensino em Portugal...
No final das mais de duas horas de debate de pouca qualidade e de reduzido esclarecimento público, fiquei com a ideia de que foi a Ministra Maria de Lurdes Rodrigues quem melhor conseguiu fazer passar a sua mensagem, coadjuvado pelo anterior Ministro David Justivo, demonstrando muito bem que as actuais alterações no sistema de educação apenas poderão não estar a dar resultado em muitas das escolas por culpa dos próprios Conselhos Executivos e Pedagógicos dessas escolas. Aliás, notou-se bem que a Ministra da Educação foi para este debate com a lição bem estudada, enquanto que os senhores sindicalistas apenas apontaram "armas" para a conversa do costume: a capacidade de organizar greves e a retirada dos direitos laborais...
Mais uma vez perdeu-se uma boa oportunidade para elucidar a opinião pública portuguesa do que realmente se passa nas nossas escolas, com destaque para a falta de capacidade e de empenho que grassa por muitas escolas, embora tivesse ficado bem patente o défice de conhecimento efectivo que a actual equipa ministerial e os senhores sindicalistas parecem ter do que verdadeiramente é ensinar nas escolas portuguesas. E, quanto a outras questões pertinentes, como o regime de concursos, a avaliação, a indisciplina e os currículos, nada ou quase nada se discutiu...
quinta-feira, 17 de novembro de 2005
Greves de alunos e professores...
quarta-feira, 16 de novembro de 2005
Facilitismos para combater o insucesso escolar? Não, obrigado...
sexta-feira, 11 de novembro de 2005
Uma medida difícil, mas necessária...
Esta é uma medida que, a ser concretizada, deixará muitos docentes satisfeitos, enquanto que outros ficarão resignados e contrariados na sua função docente, com prejuízos elevados nas suas vidas aos níveis familiar, emocional e financeiro.
quarta-feira, 9 de novembro de 2005
Parabéns pelos 125 anos...
segunda-feira, 7 de novembro de 2005
Só trabalhar na escola? Isso é que era bom...
quarta-feira, 2 de novembro de 2005
Educação sexual nas escolas: nada de novo...
O grupo de trabalho para a Educação Sexual em meio escolar, coordenado por Daniel Sampaio, necessitou de meio ano para concluir que não deve ser criada uma nova disciplina para esta área, aconselhando o Governo para que se revitalizem os currículos sobre Educação para a Saúde. Ou seja, nada de grandes novidades...
Convém lembrar que, actualmente, a Educação para a Sexualidade já é uma realidade nas escolas portugueses, sendo leccionada em diversas disciplinas, tais como a Biologia ou a Geografia, e na área curricular não disciplinar de Formação Cívica. Vir agora afirmar, com toda a pompa e circunstância, que as escolas e agrupamentos escolares devem aproveitar as áreas não disciplinares de Formação Cívica e de Área de Projecto, para também abordarem a questão da educação para a saúde, é não perceber que em muitas escolas isso já se faz.
Provavelmente, Daniel Sampaio e a sua equipa, não sabem muita da realidade escolar portuguesa... Aliás, já há umas semanas atrás, o irmão de Jorge Sampaio escreveu na revista Xis um artigo sobre as aulas de substituição num teor que só evidencia que ainda há quem pense que leccionar no ensino superior é algo de muito parecido com o que acontece no ensino básico. Puro engano, caro Daniel Sampaio...
Sempre defendi que a Educação para a Sexualidade não deve ser incorporada numa disciplina específica. O que deve ser potenciado é aquilo que já se faz em muitas escolas: leccionar conteúdos desta área nas disciplinas que se relacionem com este tema, nomeadamente na Biologia, aproveitar a Formação Cívica para desenvolver competências nos alunos a este nível e dinamizar colóquios e acções de formação onde professores, pais e alunos tenham uma intervenção activa e capaz.
Assim, penso que Daniel Sampaio não chegou a nenhuma conclusão especial. Só é pena que, mais uma vez, seja necessário que venha alguém do ensino superior dizer o que se deve fazer com a Educação para a Sexualidade para que o que já se faz passe a formato de lei... Quanto a professores, será que alguém os ouviu? Se sim, não parece...