sábado, 11 de fevereiro de 2006

Desafios...

Em resposta aos desafios dos amigos Adkalendas do blogue Micómio, Teresa do blogue Tempo de Teia e Ana do blogue Vida de Professor, o artigo que se segue tenta descrever o mais fielmente possível cinco das minhas manias. Claro que esta descrição é feita de uma forma muito pessoal e, porventura até algo parcial, mas vou fazer um esforço para ser o mais verdadeiro possível. Por outro lado, e visto que não somos seres imutáveis e evoluímos no tempo irei cingir-me às manias a que presentemente estou mais "agarrado". Aqui vai...
- A mania do perfeccionismo. Esta é uma mania que me acompanha desde que me conheço. De facto um dos meus pecados (sim, porque toda a qualidade levada ao exagero torna-se um problema) é o horror e medo de errar. Detesto enganar-me e quando tenho um objectivo em vista levo a perfeição ao limite, pelo que, quando erro fico irritado comigo e sou difícil de aturar. A esposa que o diga...
- A mania dos horários. Detesto atrasos, pelo que quando combino algo com um familiar, um amigo ou até um desconhecido sou quase sempre o primeiro a chegar ao lugar combinado. Se há coisa que detesto é ter que reconhecer que deixei alguém à minha espera ou então, pior ainda, ter que ser eu a ter que ficar a olhar para o relógio...
- A mania da opinião. Pois é, sempre que há conversa sobre um determinado tema, seja em casa, na escola ou no café, e mesmo que seja um assunto em que não estou muito à vontade, tenho que ter sempre alguma algo a dizer. Por isso, devoro jornais e faço um esforço por estar actualizado em todas as matérias. Claro que esta mania também se deve ao facto de leccionar Geografia, o que me obriga a ter que estar informado sobre o essencial da actualidade. Mas, o saber não ocupa lugar, não é?
- A mania da blogosfera. Esta mania foi-me "impingida" há quase três anos atrás pelo Zé (colega de Filosofia com quem nunca mais falei) quando dava aulas em Murça e o tempo vago era mais que muito. De facto, como só tinha turmas do ensino recorrente nocturno e estava longe de casa e dos amigos, o tempo livre era mais que muito, pelo que me refugiei na escrita e leitura blogosféricas. Volvidos três anos, um casamento e uma filha, esta mania mantém-se e agora com dois blogues. Para perdurar, espero eu...
- A mania das sopas. Não me podia esquecer deste hábito, cuja culpada só poderia ser a minha mãe. Adoro sopas e almoço ou jantar que não tenha sopa é quase um desconsolo. Ainda me lembro quando no tempo da faculdade ia à cantina da cidade universitária, em Lisboa, e o Reinaldo e Marco me traziam sopas "suplementares". Ás vezes chegava a comer quatro pratos de sopa, já que as tigelas eram servidas por baixo do meio. Hoje, adoro fazer a sopinha cá em casa e ninguém se queixa...
Uma mania suplementar, deixada para último, mas que é a prioridade das prioridades: a mania de encher de beijinhos a minha filhota de mês e meio. Pai babado...
Agora, resta-me desafiar cinco amigos: a Tixa, o Contradições , o Diesel, o Orlando e o Nélson. Ah, obrigado aos desafiadores...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

Novas medidas para a educação...

A equipa ministerial da Educação não pára e todas as semanas surgem novas medidas que demonstram que a Ministra Maria de Lurdes Rodrigues está empenhada em ficar na história como alguém que mudou muito do que estava instituído no nosso país ao nível da Educação. Para melhor ou pior, logo veremos...
Vou apenas focar dois assuntos. Foi agora apresentada nova legislação relativamente às regras respeitantes ao transporte escolar, assunto que há muito tempo carecia de mudanças. Ora, as novas medidas que dizem respeito ao reforço da segurança dos alunos no transporte casa-escola-casa são de elogiar e, caso venham a ser cumpridas, evidencia o combate ao lobbie das empresas transportadoras que, para quem está dentro desta matéria, sabe da forma desonesta como ignorava até aqui a questão da segurança dos alunos. Esperemos que as novas regras, que são rígidas, mas necessárias, sejam cumpridas e que, mais uma vez não seja feita vista grossa sobre a legislação em vigor. Não tenho dúvidas que os custos apresentados pelas empresas às escolas irão subir, mas penso que os benefícios superam qualquer tipo de encargos financeiros que possam surgir... Parabéns à equipa ministerial...
O segundo assunto que vou comentar não é propriamente uma novidade, mas mais uma continuidade na aposta do reforço dos agrupamentos verticais do tempo do ex-Ministro David Justino e que agora volta novamente à ordem do dia, com a aposta em escolas que possam agrupar alunos do 1º ao 9º ano de escolaridade. Esta medida, assente nos futuros centros escolares integrados e que advém do encerramento esperado de muitas escolas primárias apenas será positiva se forem concedidas as condições necessárias às escolas para que estas possam desenvolver verdadeiros projectos educativos que não "partam" a escola em várias escolas... É que todos os que andamos no ensino sabemos da difícil integração de alunos muito novos na escola, sobretudo se esta tiver jovens com 17/18 anos ou até mais e que evidenciam problemas de comportamento. Por outro lado, muitas escolas passarão a ter quase o dobro dos alunos, o que determina que os novos espaços de aula não possam ser arranjados à custa de espaços que servem outras actividades já dinamizadas nas escolas: ludotecas, salas de TIC, oficinas, etc. A ver vamos como vai avançar o reordenamento administrativo escolar, mas o sucesso educativo é que deve basear estes objectivos e não apenas factores de ordem economicista... Aqui deixo o meu voto de confiança.
Uma outra medida, de âmbito curricular, já me deixa mais apreensivo, mas irei deixar esse tema para outro artigo...

domingo, 5 de fevereiro de 2006

Internet nas escolas: um recurso a valorizar...

Há uns dias atrás o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior afirmou, com grande pompa e circunstância, que todas as escolas públicas do país se encontram ligadas à Internet de banda larga. O tom com que esta novidade foi dada e que, pelos vistos não corresponde inteiramente à verdade, denota um erro de análise. É que a Internet nas escolas não deve ser encarada como um fim em si mesmo (como o Ministro pareceu dar a entender), mas apenas como um meio que apenas terá resultados práticos na vida dos alunos e professores se muitas outras condições estiverem ao dispor da comunidade educativa das nossas escolas.
Desde logo, interessa que nas escolas básicas dos 2º e 3º ciclos e que nos estabelecimentos do ensino secundário, este importante recurso seja maximizado, não apenas nos tempos livres dos alunos, mas nas próprias aulas, no sentido de utilizar a Internet como ferramenta de aquisição e aplicação de conhecimentos. Neste sentido, é imprescindível que os docentes saibam aproveitar todas as potencialidades concedidas pela Internet, o que, creio eu, ainda não é uma realidade em muitas escolas deste país. Por outro lado, é necessário dotar as escolas de materiais audiovisuais essenciais, como por exemplo os projectores Data-Show ou os quadros electrónicos, que permitem a utilização da Internet nas próprias aulas, para além apetrechar as escolas de computadores em salas de aula especificamente destinadas à leccionação de matéria com recurso à Internet.
Por outro lado, penso que nas escolas do 1º ciclo não se deve abusar deste recurso, até porque a experiência diz-me que este nível de ensino é determinante na forma como a leitura, a escrita e a matemática poderão ser potencializadas no futuro. Muitas vezes, fica-se abismado como alguns alunos chegam ao 5º ano de escolaridade com uma caligrafia indescritível e uma incapacidade preocupante em termos de leitura de textos, pelo que nos primeiros quatro anos do ensino básico é imprescindível que se desenvolvam este tipo de capacidades nos alunos, em vez de "brincar" com a Internet.
Esperemos que o esforço desenvolvido por este e os anteriores Governos em matéria de apetrechamento tecnológico das escolas portugueses não se fique por aqui e que se continue a dotar as nossas escolas das condições adequadas ao melhor desenvolvimento possível do processo de ensino-aprendizagem. A bem do sucesso escolar...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

Para quando uma Ordem dos Professores?

Leio no Diário Digital que a Associação Nacional dos Professores, organização sindical representativa de 12000 docentes, está reunida em congresso para debater diversas questões, sendo que uma delas diz respeito à possibilidade de se criar uma Ordem dos Professores.
Quem vem a este blogue também já sabe o que penso sobre os sindicatos que temos em Portugal: excessivamente corporativistas e, muitos deles (os maiores) dependentes de estruturas partidárias. Assim, fico satisfeito por haver quem no associativismo da área educativa haja quem pense que a criação de uma Ordem dos Professores, representativa de todos os docentes e com capacidade para regular e fiscalizar a nossa profissão, pode contribuir para melhorar o estado da Educação em Portugal.
Perguntam-me: e o que fazer com os sindicatos? Pois bem, poderiam continuar a existir como representando apenas aqueles que são seus associados, mas deixariam de ser os interlocutores com o Governo, dado que os efeitos desse diálogo(?) não tem, até hoje, dado resultados satisfatórios. Uma Ordem dos Professores teria a força de mais de 100.000 docentes responsáveis e dedicados ao seu ofício, visto que, muitos daqueles que, hoje, não servem devidamente o ensino deixariam esta profissão, tal seria a elevação do grau de exigência (para professores e alunos) que uma nova regulação da profissão docente acarretaria...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

Fecho de escolas do 1º ciclo. O que fazer?

Como se sabe, até ao final da legislatura, o actual Executivo prevê o encerramento de mais de quatro mil escolas do 1º ciclo, tendo em conta o respeito por três critérios: escolas com menos de dez alunos, escolas com menos de 20 alunos e taxas de aproveitamento inferiores a 89 por cento (média nacional) e espaços que não ofereçam condições de funcionamento.
Convém ter alguma ponderação na hora de tomar uma decisão acerca deste objectivo do Governo. Quem é professor ou, de alguma forma, está ligado ao ensino sabe das dificuldades que existem quando se tem que leccionar em aldeias distantes dos grandes centros urbanos e com reduzido número de alunos. Por outro lado, é fácil de imaginar os benefícios que advêm para os alunos quando estes têm a possibilidade de frequentarem escolas devidamente apetrechadas em termos de biblioteca, acesso à Internet, refeitório, entre outros aspectos. Por outro lado, não há que ignorar a diferença entre estar numa escola isolada, onde os alunos apresentam problemas de contacto com novas realidades e estar num estabelecimento de ensino que faculta novas experiências.
No entanto, a minha experiência de formado em Geografia também me diz que o desenvolvimento harmonioso e equilibrado do território só se consegue concretizar se as regiões mais desfavorecidas (as do Interior) não forem desprovidas dos necessários equipamentos e serviços.
Creio que as vantagens desta solução superam em muito as dificuldades que poderão advir em algumas situações específicas, pelo que a mesma teoria poderia ser aplicada para outro tipo de serviços que não têm "procura" suficiente, como é o caso de alguns centros de saúde abertos à noite e que na maior parte das vezes estão às "moscas".

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

O poder da televisão na (má) Educação...

No último fim-de-semana foram divulgados os resultados de um interessante estudo realizado no âmbito de uma tese de mestrado, segundo o qual a grande maioria dos adolescentes (78%) tem conhecimento da realidade mundial e dos problemas ambientais através do que a televisão lhes mostra. Segundo a investigadora da Universidade Católica de Lisboa, "a televisão pode ser vista como um aliado na escola, como meio de demonstração, que pode tornar a matéria mais apetecível", dado que a percepção que os adolescentes têm da realidade se faz mais pela televisão do que por outro qualquer outro meio.
Ora, a constatação que retiro das minhas aulas de Geografia é que a matéria leccionada pode muito bem ser auxiliada por recurso a outros meios que não só o manual... De facto, o conhecimento que os alunos têm do mundo advém muito mais do que os noticiários televisivos lhes "servem" à hora de jantar, do que pela leitura de jornais ou das conversas que os alunos possam ter com os seus pais ou familiares. Por outro lado, há uma circunstância que faz assustar qualquer professor: os adolescentes de hoje raramente assistem a documentários ou reportagens de interesse, sendo arrastados pelo vício dos desenhos animados e das telenovelas ou filmes, com resultados mais que óbvios.
É por essa razão que, cada vez mais, tento incutir nos meus alunos o gosto pela leitura e análise das notícias de jornais, dado que a televisão implica uma leitura do mundo numa postura muito mais passiva e menos interventiva, do que aquela que os jornais proporcionam. Por outro lado, todos sabemos do sensacionalismo com que muitas vezes as televisões se deixam embalar, desvirtuando com alguma regularidade a realidade dos factos. Os noticiários da TVI são um bom exemplo de como não se devem "servir" as notícias...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

Colocações: uma questão de sorte???

As novas regras estabelecidas para as colocações de professores, aprovadas hoje em Conselho de Ministros, têm gerado, por parte da comunidade docente, em geral, um sentimento de angústia, muito por culpa, das consequências que o novo regime de concursos poderá ter para as famílias daqueles que são professores...
De facto, se parece incontestável a melhoria em termos de estabilidade do corpo docente das escolas que este novo regime de colocações propícia, já no que concerne à motivação dos professores as dúvidas crescem. Digo isto, porquê? Porque ter de ficar afecto a uma escola durante três ou quatro anos longe da área de residência acarreta problemas familiares que, muitas vezes, se repercutem na vida profissional.
Ora, a questão que se coloca é a seguinte: porque foram definidos três anos e não dois, cinco ou sete? A lógica dos ciclos de ensino não pode ser a resposta, dado que, não é certo que os professores sigam com as mesmas turmas ao longo de vários anos seguidos. Se essa for a resposta então o Ministério da Educação deveria legislar nesse sentido... Quem é professor sabe do que falo...
Assim, e apesar deste novo regime de colocações de docentes poder vir a beneficiar alguns professores, sou levado a defender que o mais consensual seria que, quem quisesse ficaria na escola que lhe caberia em sorte durante esses três anos, mas quem ficasse prejudicado poderia voltar a concorrer no ano seguinte... A forma de operacionalizar esta solução é que não seria fácil.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2006

Currículos alternativos: um mal necessário...

Depois de ter usufruído de cinco dias de licença de paternidade voltei hoje ao trabalho na escola. Entretanto, continuo a braços com a minha tese de mestrado, pelo que o tempo disponível para a blogosfera e outros hobbies (como o snoocker) tem escasseado... Que bom que seria que um dia completo tivesse a duração de 48 horas!!!
Apesar de, durante este período de pausa lectiva, o Governo ter avançado com novidades ao nível das regras para os currículos alternativos e depois de, durante o 1º período de aulas, terem sido apresentadas novas medidas tendentes à recuperação dos alunos com insucesso escolar, não notei grandes diferenças no que toca ao trabalho lectivo neste meu primeiro dia de aulas depois do Natal. Também não é de admirar. Será a partir de agora, espero eu, que aos poucos se começarão a sentir os resultados das medidas tomadas nas reuniões de avaliação do 1º período: aulas de recuperação, estratégias diferenciadas na sala de aula, trabalho de tutoria, entre outras medidas...
Quanto à nova medida dada a conhecer há poucos dias atrás, enunciada no despacho normativo nº1/2006 e respeitante aos denominados, pelo Ministério de Educação, "percursos curriculares alternativos", que vem em seguimento dos conhecidos currículos alternativos, dada a minha experiência profissional de quase oito anos de serviço (bem sei que não assim tantos!) penso que este é um mal necessário com vista a dois objectivos centrais: por um lado, conceder uma última oportunidade a todo aquele conjunto de alunos, que parecem ser cada vez mais (porque será?), a fim de que possam concluir, pelo menos, a escolaridade obrigatória, em vez de abandonarem a escola precocemente, e por outro lado, não prejudicar aqueles alunos que, com um ritmo de aprendizagem regular são, muitas vezes prejudicados, por estarem na mesma turma, pelos alunos com maiores dificuldades... Prejudicados, no sentido de que, muitas vezes se alheiam da matéria, por ser dada com um ritmo muito mais lento, desperdiçando, assim, as suas capacidades...
Já agora, se está previsto na lei que estas turmas possam ter apenas dez alunos, não seria justo que as demais turmas pudessem não ter mais do que vinte alunos? O sucesso escolar, certamente, que seria bem diferente...

terça-feira, 3 de janeiro de 2006

Novas rotinas com noites (muito) mal dormidas...

A Diana já vai com oito dias de vida fora do ventre da mãe e, cá por casa, o corrupio tem sido enor-me, com a impossibilidade de fazer grandes projectos a lon-go prazo. Há que viver cada dia de cada vez, pois a presença de um novo elemento na nossa família alterou por completo as rotinas estabelecidas.
A Diana ocupa por completo as nossas vidas e, por enquanto, estamos sempre de olho em cima dela. Ontem teve a sua primeira consulta na pediatra e as notícias foram boas. Tudo está bem com ela. Os problemas, se é que se podem chamar problemas, surgem à noite, pois, nos últimos três dias a nossa pequenota tem feito questão de não querer deixar os pais dormir duas horas consecutivas. Ora é a vontade de mamar que a faz chorar, ora é a não vontade de dormir que nos tem deixado com caras de cansaço e olheiras à vista. A mãe tem sido incansável e não lhe falta com nada... Mas, a alegria de ter uma filha supera todas estas pequenas contrariedades, pelo que quando a oiço chorar aos berros até fico, em parte, contente: é sinal de vida e de boa vitalidade...
Por enquanto ainda estou com os cinco dias de licença de paternidade, mas na próxima segunda-feira já terei que ir leccionar. Nem sei como será, caso a pequena Diana não me deixe dormir, nem que sejam pelo menos três horas seguidas. Lá terei, porventura, que começar a abusar um pouco mais dos cafés, como fazia nos tempos da faculdade.
Mas, o que me interessa mesmo é que a Diana está bem, veio encher (ainda mais) a nossa casa de alegria, os avós estão super-babados com a primeira netinha e a mãe tem-se portado maravilhosamente bem, não deixando que nada falte à nossa Diana. Eu ainda me atrapalho um pouco na hora de a fazer arrotar depois das mamadas, mas a mãe trata logo do assunto.
Entretanto, enquanto não recomeço com a vida na escola, resta-me desejar-vos a todos um bom 2º período de aulas...

sábado, 31 de dezembro de 2005

Alegria, confiança e responsabilidade...

A felicidade de ser pai não é comparável a qualquer outro momento da vida de alguém. Poder gerar uma vida é um privilégio que deve e tem de ser assumido como a maior benesse que nos pode "calhar" em sorte. Mas, ao mesmo tempo há que não esquecer toda a responsabilidade inerente à condição de se ser pai.
A alegria que me tem acompanhado a mim, à minha esposa e a toda a nossa família na última semana tem sido enorme, mas, como tudo na vida, o coração deve estar em equilíbrio com a razão. É com toda a confiança que espero poder dar à Diana a melhor educação, no sentido de lhe incutir os valores mais correctos para que, quando ela entrar na idade adulta, me possa sentir orgulhoso do acompanhamento que dei à minha filha. Como professores que somos, eu e a minha esposa temos responsabilidades acrescidas a fim de que a Diana tenha orgulho nos pais que tem.
A todos o nosso obrigado pelas bonitas palavras que nos dirigiram e votos de um 2006 em grande...