sábado, 29 de abril de 2006

Professor, o senhor devia era ser político!

O episódio ocorreu na turma do 8ºA. Actualmente estamos a dar a matéria das políticas demográficas, tema que costuma suscitar nos alunos um interesse redobrado, por abordar um assunto que lhes é muito curioso: a educação para a sexualidade. Ontem debatemos as políticas que (não) têm sido levadas a efeito pelos sucessivos governos de Portugal em termos de incentivo à natalidade. Com um índice de renovação de gerações de apenas 1,4 (quando o mínimo espectável deveria ser de 2,1 filhos por mulher), resolvi levar para a aula diversas notícias da comunicação social escrita, com o intuito de levar os alunos a darem a sua opinião sobre os problemas sociais e económicos que podem advir para o nosso país pelo facto da natalidade ser reduzida e o número de idosos já superar em muito o de jovens. Debatemos um conjunto de assuntos análogos a este tema: a importância do planeamento familiar, a questão dos métodos contraceptivos, os incentivos que devem existir à natalidade, o problema da segurança social, a política vigente em relação à interrupção voluntária da gravidez, enfim, uma série de temas que tiveram por parte dos alunos bastante receptividade. E, atenção que estou a falar de uma turma cujo rendimento escolar não é dos melhores. Mas, ontem revelaram-se...
Quase no final da aula que, diga-se passou num "instante", uma aluna vira-se para mim e pergunta-me porque razão é que eu não fui para a política, já que tinha tanto jeito para falar destes temas. E esta hem??? Respondi-lhe que a melhor forma de fazermos política é assumirmos as nossas posições individuais, não termos medo de as partilhar e exercer o nosso dever de cidadania, ou seja, não nos calarmos quando se debatem assuntos do interesse do nosso país.
Foi a melhor aula de Geografia deste ano do 8ºA. Claro que a matéria ajuda, pelo que não há dúvida de que quando os assuntos abordados nas aulas são do interesse dos alunos o seu empenho é bem maior.
Continuação de boas aulas!

sábado, 22 de abril de 2006

Visita de estudo a Lisboa...

A primeira semana de aulas do terceiro período começou da forma como é habitual: cerca de 10 minutos iniciais da aula com cada turma para explicar aos alunos mais desatentos que muito da nota final de ano já está decidida. Então este ano que apresenta um terceiro período de aulas tão curto não vale a pena fugir às evidências: alunos com nível negativo nos dois períodos anteriores dificilmente poderão recuperar, pelo que as preocupações serão redobradas para os alunos que num dos períodos anteriores tiveram negativa e que, assim, têm ainda possibilidade de passar a Geografia.
No entanto, esta primeira semana de aulas reservou-me também uma agradável visita de estudo de dois dias a Lisboa com duas turmas do 10º ano de escolaridade. Já há alguns anos que não participava numa visita de estudo de dois dias e as recordações não eram as melhores. Aliás, este foi o primeiro ano em que não dinamizei qualquer actividade deste género, não porque não tivesse vontade de o fazer, mas sobretudo porque o facto de ter oito turmas a meu cargo e estar em fase de elaboração da tese de mestrado serem actividades que me ocupam imenso tempo. Isto já para não falar do cansaço das viagens diárias entre Viseu e Lamego. Mas, a verdade é que a participação nesta visita de estudo deu para ver o trabalho enorme que dá dinamizar este tipo de actividade...
O facto de ser uma viagem a realizar com alunos do 10º ano deixou-me algo descansado, dado que, geralmente, os alunos desta faixa etária não perturbam tanto como os do básico. Como de facto... Em termos gerais, a visita de estudo decorreu de forma positiva, não tendo ocorrido problemas de maior. Na pousada da juventude onde passámos a noite (que por acaso fica a 100 metros da residência universitária onde estive durante 4 anos) nada de anormal ocorreu e durante as visitas que fizemos à zona de Belém, para além das paragens a Tomar e a Conímbriga, o interesse foi ponto de ordem. Enfim, tudo correu pelo melhor.
Apenas uma chamada de atenção. Pela nova lei, caso a visita de estudo se realizasse a partir de 17 de Maio todos os alunos teriam que ir com o cinto de segurança colocado. Ora, depois de assistir, mais uma vez, à forma como os alunos se dispõem inquietos no autocarro, concordo inteiramente com o teor desta nova lei; apenas tenho dúvidas de que a mesma venha a ser posta em prática, sobretudo no transporte escolar diário de crianças... É que as empresas de transporte rodoviário não parecem estar (ainda) preparadas, nem sensibilizadas para todos os pormenores desta nova legislação.
Já agora, desejo a todos os visitantes deste blogue um terceiro período de aulas cheio de sucesso...

sexta-feira, 31 de março de 2006

Avaliações do 2º período...

Chegou a hora da verdade! Depois de um longo segundo período de aulas, é tempo de pensar nas avaliações de mais de duzentos alunos. Há que ponderar as notas das quatro fichas de avaliação realizadas até hoje, mais os trabalhos realizados durante as aulas (sim, porque sou contra os ditos TPC`s), para além das atitudes demonstradas pelos alunos desde Setembro...
Ora, sabendo que a componente do saber e saber-fazer vale 70% e que a do saber-ser tem um peso de 30% na avaliação final, a verdade é que tenho casos de alunos que, tendo tido média positiva nas fichas de avaliação terão um nível negativo no final deste período por manifesto desinteresse e desleixo demonstrado noutras vertentes avaliativas: realização de trabalhos práticos, participação, assiduidade e postura na sala de aula, entre outros aspectos. Também tenho situações inversas, nas quais o empenho revelado proporcionará a subida das notas negativas (mas perto da positiva) das fichas de avaliação...
Enfim, hoje em dia não conta só aquilo que se faz nos testes, mas tudo aquilo que o aluno revela em termos de interesse, empenho, participação e postura. Há que ser equilibrado, pois o tempo de avaliar apenas conhecimentos já lá vai. Para o bem e para o mal...
Ora, fico satisfeito por, em termos gerais, conseguir que a média das avaliações nas minhas turmas de Geografia seja maioritariamente positiva, numa proporção de quatro positivas por cada negativa...

sábado, 25 de março de 2006

Mais uma razão para que os sindicatos de professores se entendam...

A recente medida tomada pelo Ministério de Educação de elevar a exigência em termos de recrutamento de professores para as delegações dos sindicatos da educação provocou o natural descontentamento por parte destes... Ora, tal reacção não é de admirar vindo de quem, com uma postura algo despiciente e laxista, levou a que a opinião pública, em geral, tenha vindo ao longo dos tempos a construir uma imagem negativa relativamente aos sindicatos de professores.
Afinal de contas, qual é a situação actual em termos de sindicalismo na área da educação? Temos uma proliferação de associações e organizações sindicalistas que se dizem representantes da classe docente, espalhados um pouco por todo o país e que têm à sua frente, pelo menos em muitos deles, gente que já não lecciona há dezenas de anos e que parece estar desfasada da realidade escolar. Há quantos anos é que Paulo Sucena, o líder da Fenprof, não dá aulas? E João Dias da Silva, secretário-geral da FNE, leccionou nos últimos dez anos? Mas, poderia dar muitos mais exemplos, também a nível de dirigentes regionais e até locais.
Depois, não nos podemos esquecer (e quem é professor sabe do que falo!) de como funcionam muitos sindicatos, quer em termos de recrutamento de delegados, como na confrangedora qualidade de muitas das acções de formação ministradas...

segunda-feira, 20 de março de 2006

Ainda a avaliação dos professores...

O último artigo que aqui escrevi na Sala de Aula foi um dos que suscitou mais reacções, tanto a favor como contra, por parte dos leitores deste blogue. Apesar de alguns comentários menos sérios, penso que é importante que haja alguma lucidez e serenidade quando se opina sobre este ou qualquer outro assunto relacionado com a Educação. Por isso, volto à mesma temática...
Ora, o Público da última sexta-feira noticiou que a ANP, uma das muitas associações que se dizem representativas da classe docente, irá apresentar ao Ministério da Educação uma proposta com dez alterações ao estatuto da carreira docentes. Uma dessas alterações diz respeito precisamente à avaliação dos professores. A referida Associação propõe que seja desenvolvido um modelo de avaliação do desempenho profissional dos professores "orientado para a promoção do rigor e da qualidade educativa em meio escolar". Ora, não será esta a típica expressão demasiado abrangente e pouco concreta, onde pouco se diz e nada se efectiva???
Apesar de elogiar o facto desta Associação não se ficar pela reclamação de melhores salários e manutenção/alargamento de direitos como fazem outros sindicatos, debatendo também os deveres dos docentes, penso que seria importante definirem-se critérios concretos de avaliação do desempenho dos professores.
Deixo apenas alguns exemplos dos pontos em que a dita avaliação deveria incidir: avaliação de materiais desenvolvidos e postos em prática pelos docentes, tendo em conta o meio em que se insere a escola; análise das fichas de trabalho e de avaliação e sua contextualização à realidade local; avaliação das actividades desenvolvidas pelos docentes junto da comunidade escolar (visitas de estudo, debates, exposições, etc); evolução dos resultados atingidos pelos próprios alunos em termos de sucesso escolar; avaliação da relação professor-alunos, etc...
É que não basta falar em avaliação do desempenho individual, sem que sejam definidos critérios concretos de avaliação. E todos sabemos que não é com relatórios escritos do desempenho individual, como tem vindo a ser feito há muitos anos, que se avalia correctamente a capacidade científica e pedagógica dos professores. O sistema de avaliação do desempenho precisa, efectivamente, de uma reforma. Esperemos é que esta sirva para melhorar o sistema educativo nacional...

segunda-feira, 13 de março de 2006

Afinal, quem é que tem medo da avaliação?

O jornal Público deu hoje à estampa uma proposta do Ministério da Educação, segundo a qual os candidatos a professores saídos das instituição de ensino superior deverão ser sujeitos a uma prova nacional de avaliação de conhecimentos e competências para, assim, poderem vir a leccionar. Tanto a TSF, como a SIC-Notícias aproveitaram a notícia para o tema dos seus fóruns habituais de debate e, mais uma vez, quem pôde assistir aos ditos programas reparou como a classe docente é (mal) vista pela maior parte da opinião pública. Por outro lado, poucos foram os professores que participaram nos ditos debates e não criticaram a proposta do Governo, afirmando que os futuros professores não devem ser avaliados depois de terminarem os seus estudos superiores...
Ora, na minha modesta opinião penso que esta proposta do Governo, embora bem intencionada e necessária, peca por defeito. Digo isto porquê? Porque, para a necessária valorização da classe docente e a urgente elevação do nível de exigência daqueles que ensinam, seria importante que a avaliação se estendesse às próprias instituições de ensino superior (públicas e privadas) que formam os futuros professores, dado que todos sabemos de casos onde o nível de exigência de muitas dessas instituições deixam a desejar, inflacionando nas notas dadas, para além de que os professores do ensino superior também deveriam ser sujeitos a critérios exigentes de avaliação. Por outro lado, a avaliação também deveria abranger todos aqueles que já são professores, visto que muitas já se formaram há mais de vinte/trinta anos e, de então para cá, todos os que andam pelo ensino sabem muito bem como a avaliação do desempenho é algo de verdadeiramente inócuo. E, o que dizer da formação contínua, com casos de acções de formação com conteúdos completamente fora do contexto escolar???
Esperemos que a actual equipa ministerial não se fica por esta proposta, pois estaria a defraudar as expectativas daqueles que acreditaram que a exigência voltaria à Educação. Muito há a fazer ao nível da avaliação, não só para os candidatos a professores, como para aqueles que formam os futuros docentes e os que já estão inseridos no sistema de ensino.

terça-feira, 7 de março de 2006

Sampaio e a Educação: dez anos de meros discursos e palestras...

Estão prestes a acabar os dez anos de Presidência da República sampaísta, pelo que interessará fazer uma sintética análise sobre a prestação de Sampaio nos assuntos da educação...
Convirá relembrar que Sampaio, ao longo destes dez anos, conviveu com quatro Primeiros-Ministros e diversas equipas responsáveis pela pasta da Educação. Ora, sem se dar conta, a intervenção em tom coloquial e emocional (mais uma vez para não fugir à rotina) que Sampaio proferiu hoje no Liceu Pedro Nunes resume muito bem a forma como o quase ex-Presidente se envolveu nas questões da educação: conversa, conversa e mais conversa...
De facto, quando Sampaio afirma que não se tem conseguido lutar convenientemente contra essa catástrofe social que é o abandono escolar ou quando se refere aos professores como um dos intervenientes na área da educação que precisa de ser devidamente reconhecido é uma crítica do tamanho do mundo que Sampaio faz a si própria. É que, nos últimos dez anos, Sampaio não mexeu uma palha no sentido de "puxar as orelhas" a qualquer um dos detentores da pasta da Educação, com o intuito de reformar de forma séria e positiva todo o sistema educativo, desde o currículo escolar até à avaliação de discentes e docentes, passando por muitos outros aspectos, no âmbito de um consenso que se quer rigoroso entre todos os intervenientes: alunos, pais, professores, comunidades locais e Estado...
Aliás, a última proposta de Sampaio reflecte bem a forma como dez anos foram insuficientes para que este conhecesse a realidade do sistema de ensino português: vir afirmar que é urgente que os alunos portugueses dominam (repare-se no seguinte preciosismo!) pelo menos duas línguas estrangeiras, quando os resultados a Língua Portuguesa e a Matemática são o que conhecemos e, actualmente, temos situações de alunos (os do 7º ano, por exemplo) que têm catorze áreas curriculares por semana, mais as aulas de apoio, as aulas de recuperação e a frequência de clubes escolares é deveras de bradar aos céus...
Hoje os portugueses puderam assistir ao último discurso emocionado (qual menino piegas) de um Presidente que, também, na área da Educação não vai deixar saudades. É que se é para fazer discursos (ainda por cima deturpados da realidade) que o mais alto magistrado da Nação serve então estamos muito mal...
Um último apontamento para a recente visita de Sócrates à Finlândia: o jornal Público escrevia hoje que Sócrates perguntou a um elemento da direcção de uma escola de Helsínquia se os alunos tinham aulas suplementares para rever as matérias mais difíceis, ao que o interlocutor lhe respondeu que não era necessário porque em cada sala de aula estavam dois professores, o titular da turma e um para apoiar os alunos com dificuldades... Ou seja, na Finlândia não se poupa nos recursos humanos. Já agora se perguntasse o mesmo ao seu homólogo inglês este diria-lhe que no Reino Unido existe uma bolsa de professores apenas para fazerem substituições quando algum docente tem que faltar...
Hoje fico-me por aqui já que o objectivo deste artigo era o de avaliar a prestação de Sampaio na área da Educação e a nota que lhe dou é bem negativa. Não chega falar! É preciso intervir e agir, nem que seja chamando a atenção para os erros cometidos e os seus responsáveis. Ora, Sampaio nunca o fez e refugiou-se sempre em generalidades. É pena...

sexta-feira, 3 de março de 2006

Um caso para reflectir...

Há uns anos atrás Jorge Sampaio, enquanto Presidente da República, deslocou-se a uma aldeia isolada do Norte de Portugal, de seu nome Mafómedes, inserida numa visita aberta sobre a educação, e protagonizou um episódio que ainda hoje é recordado como sintomático da forma como o abandono escolar pode ser evitado...
Este caso é vulgarmente recordado de forma muito positiva, servindo para elogiar a acção de Sampaio. No entanto, a reflexão não se deve ficar por aqui, visto que o mesmo não deixa de ser sintomático da incapacidade que as autoridades verdadeiramente competentes na matéria demonstram ter na hora de referenciar alunos com abandono escolar.
Que país é este que, tendo ainda a escolaridade obrigatória cifrada no 9º ano (e há quem queira alargá-la ao 12º ano) deixa que centenas de alunos, todos os anos, deixem a escola sem qualificações mínimas e, muitas vezes, antes da idade legal permitida para trabalhar???
Passados quase dez anos, tudo continua na mesma. Centenas de jovens deixam precocemente, anualmente, a escola e com a reforma da rede escolar as expectativas, se nada for feito a este nível, não irá melhorar...

sábado, 25 de fevereiro de 2006

Aulas de substituição no secundário: a opinião dos alunos...

Como é habitual em todas as sextas-feiras, a minha turma do 10º ano desenvolveu ontem, na aula de Geografia, a habitual actividade de apresentação e discussão das principais notícias da semana.
Uma das quatro notícias discutidas relacionou-se, como não poderia deixar de ser, com o anúncio do Primeiro-Ministro de que no próximo ano lectivo as aulas de substituição deverão ser alargadas ao ensino secundário. O grupo que dinamizou a actividade apresentou em PowerPoint as opiniões veiculadas pelos diversos intervenientes no assunto: Governo, associações de pais, sindicatos de professores e alunos. Seguidamente, o debate foi lançado para a turma...
Ora, depois de nenhum aluno ter concordado com o actual sistema de aulas de substituição em vigor, foi realizada uma auscultação referendária aos alunos da turma para saber quantos concordavam e discordavam da realização de verdadeiras aulas de substituição, ou seja, com a substituição de um professor por outro da mesma área disciplinar, com vista à leccionação de matéria. Em 24 alunos, 18 são favoráveis a este tipo de substituições, mas todos discordam da forma como actualmente se desenvolvem estas aulas no ensino básico...

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Professores, pais e substituições...

Hoje de manhã, na viagem entre Viseu e Lamego, onde lecciono, fui a ouvir o Fórum TSF onde se debateu o anúncio do Primeiro-Ministro José Sócrates a propósito da intenção de alargar as aulas de substituição ao ensino secundário.
O tipo de intervenções que marcaram o programa da TSF prova que a maioria da população portuguesa tem uma má imagem dos professores portugueses, uma vez que, sem excepção, todos os intervenientes no dito programa que não eram docentes limitaram-se a elogiar a Ministra da sua actuação e a criticar ferozmente os professores da sua falta de profissionalismo, elevado absentismo, excessivo corporativismo, entre outros epítetos. Até o sempre presente Albino Almeida, da Confederação Nacional das Associações de Pais, apareceu no Fórum para dizer que os professores da Escola Pública deveriam seguir os exemplos das escolas privadas onde já há muitos anos se praticam as aulas de substituição... Só não foram discutidas as condições que diferenciam as escolas públicas das privadas, em termos de número de alunos por turma, escolha dos alunos a matricular, materiais e recursos existentes, etc!!!
Tudo isto vem a propósito da forma como José Sócrates respondeu à greve decretada pelos sindicatos da Educação às aulas de substituição e ao alargamento dos horários no 1º ciclo. Sócrates não esteve com meias tintas e afirmou que para o próximo ano as substituições estarão na calha para os alunos do secundário. Os pais aplaudem e a maioria da população portuguesa gosta da medida.
É verdade que a Escola deve intervir aos nível dos afectos e da formação, mas a instrução não deve ser ignorada, pelo que se o que se quer é intervir na esfera dos afectos e da animação chamem-se educadores, psicólogos, animadores sociais, técnicos de ATL`s e outros profissionais às escolas para dinamizarem esse tipo de actividades. Ao professor cabe ensinar e é nesse âmbito que deve implementar as estratégias que bem entender para formar convenientemente o aluno: debates, colóquios, dramatizações, entre muitas outras actividades que também mexem com os afectos e a sociabilização...