São 22.45H. de segunda-feira e estou sentado no sofá da sala a ver o Programa da RTP "Prós e Contras". Aborda-se o tema da juventude e as transformações que nos últimos anos têm afectado esta faixa da população, ao nível, por exemplo, da crescente dependência dos jovens face aos pais, da sua falta de autonomia e excessiva irreverência, da dificuldade em encontrar emprego, entre outras questões.
Para onde caminhamos, afinal? Se os jovens de hoje são inquietos, o que dizer dos adolescentes? No mínimo irrequietos... A ainda curta experiência de professor que tenho (de apenas nove anos) é suficiente para chegar à conclusão que uma Escola digna, rigorosa, firme e respeitada por todos constitui um factor fundamental para termos uma juventude que vá para além da banal irreverência. Por outro lado, há que não esquecer que a actual geração de pais que têm entre 35 e 45 anos apresenta, grosso modo, sérios problemas de falta de autoridade sobre os filhos. Lembremo-nos que estes pais foram os primeiros jovens a seguir ao 25 de Abril de 1974 e não sabem o que era viver em ditadura...
Enfim, muito há por fazer para que, daqui a uns anos não venhamos a ter vergonha da juventude que andamos a "produzir". Pais ausentes e uma Escola facilitista do estilo "depósito de miúdos" são duas realidades que devem ser, urgentemente, alteradas. Doutra forma iremos passar pelo que os ingleses estão agora a viver. Veja-se a reportagem emitida pela SIC-Notícias "Caos nas salas de aula" para se perceber do que falo...
