sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Quando a "bota não bate com a perdigota"...

Ontem ficámos a saber que Crato não recuou na intenção de proceder ao concurso extraordinário de vinculação de professores. Pois, mais valia ter recuado… É que não se percebe o alcance deste concurso!
Numa altura em que ainda temos algumas centenas de professores em situação de horário-zero e muitos milhares que não estão nessa situação apenas porque as escolas arranjaram no início do ano lectivo um mínimo de seis horas lectivas, não se percebe de que forma é que aparecem agora 600 vagas a preencher.
Não sabemos em que grupos disciplinares e em que agrupamentos escolares é que esses professores vão ser necessários. Ou se serão mesmo necessários!
Mas, o mais caricato disto tudo é que há quem diga que o problema é os 600 lugares pecarem por serem escassos. Há quem defenda que deveriam ser postas a concurso 10000 vagas! Percebo a frustração de quem é contratado, sobretudo daqueles que já o são há mais de uma década, mas não seria mais lógico guardar tudo para um único concurso geral a realizar daqui a uns meses? Aí teríamos todas as vagas respeitantes a necessidades permanentes postas a concurso, já com as mobilidades internas efectivadas, e com a possibilidade de então se efectivarem colegas contratados, depois de esgotadas as hipóteses com os colegas do quadro.
Claro que as regras teriam que ser redefinidas, nomeadamente em relação aos docentes afectos a um QZP e no que concerne à obrigatoriedade dos colegas do quadro sem horário concorrerem até uma determinada distância das escolas ou QZP`s onde estão afectos. E já agora que se acabassem de vez com os QZP´s e apenas funcionasse a escala concelhia em termos de concurso. Penso que seria mais justo... 
Penso que Crato teria estado melhor caso tivesse recuado nas suas intenções. É que, como diz o povo, a “bota não bate com a perdigota”. Quando há milhares de docentes do quadro desesperados por terem escola no ano que vem, qual a lógica de se abrirem vagas para efectivar antes do concurso geral?

Aproveito a oportunidade para desejar um Feliz Natal a todos os que aqui costumam vir. Sejam felizes…

6 comentários:

Luísa disse...

Aproveita a pausa lectiva e não te aborreças com os concursos. Como estão as coisas já é uma sorte termos escola. Um Bom Natal.

Lurdes disse...

A sua lógica parece ser a de que enquanto houver colegas do quadro sem escola não podem haver contratados. Lógica da treta. Uma coiisa não tem nada que ver com a outra.
Lembre-se que há milhates de contratados que são necessários ao sistema. Por isso devem ser efectivados.

Paulo disse...

Feliz Natal

Gorgi disse...

Este é um tema complicado. Não sendo contratado custa-me estar a dizer que não deveria existir este concurso, pois se tivesse no lugar de um contratado certamente que estaria a favor deste concurso.
Desejo-te um Feliz Natal e deixo-te um conselho. Vem à Régua ver a iluminação de Natal. Vale a pena. Abraço

marquecomx disse...

Olá Educador Pedro, antes de qualquer recado, Feliz e Natal e que 2013 esteja recheado de boas novidades em sua vida.

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Abraços, fiquemos na Paz de Deus e até breve.

Irivan

Anónimo disse...

O que você precisava era de voltar à condição de contratado e já não falava assim. Há milhares de contratados que deveriam passar para os quadros das escolas.
Este concurso peca por apenas ter 600 vagas. É caso para perguntar. Porquê 600 e não 599 ou 601? É um número lançado ao calhas. Se fosse um concurso sério teríamos milhares de vagas.