quarta-feira, 28 de março de 2012

Por um ensino da Geografia autónomo

Quase 5000 professores de Geografia e de História defendem que a formação inicial dos dois grupos disciplinares torne a ser individualizada, contrariando o que foi institucionalizado durante o Governo de José Sócrates.

Segue-se o debate ocorrido na Assembleia da República sobre a Petição 70/12 "Por uma formação inicial autónoma dos professores de Geografia e História".


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quarta-feira, 14 de março de 2012

Um "monstro" chamado Parque Escolar

Transcrevo parte da notícia vinda no semanário Sol de 11 de Março sobre as obras de requalificação que a Parque Escolar tem vindo a realizar um pouco por todo o país. Um projeto que teria sido uma boa ideia e de grande utilidade no futuro se não se tivesse caído nos erros do desperdício e da megalomania.
A notícia diz o seguinte:

"As escolas construídas pela Parque Escolar (PE) são significativamente maiores do que equipamentos idênticos no Reino Unido, Irlanda, Bélgica ou Suíça. A Inspecção-Geral de Finanças comparou a área total modernizada pela empresa com obras idênticas realizadas naqueles países e concluiu que cada aluno ocupa, em média, cerca de 9 m2, enquanto os jovens portugueses têm um espaço de 12 m2 para cada um.
A própria OCDE – que estudou 108 obras levadas a cabo pela empresa pública e elogiou o seu contributo para o aumento da qualidade de ensino – refere que a metodologia seguida em Portugal levou à edificação de «espaços generosos, mas, dada a limitação de recursos, é possível que isso prejudique outros objectivos: as escolas desnecessariamente grandes irão impor custos adicionais de energia, limpeza e manutenção» .
A eficiência energética das obras realizadas pela Parque Escolar é também alvo de críticas da IGF. Não só o esforço energético representa o triplo do que existia nas antigas escolas – com os consequentes aumentos nas contas da luz –, como as novas legislações energética e de climatização obrigaram a mudanças que encareceram as obras em 850 milhões de euros.
A derrapagem financeira das obras levou a empresa a aumentar consideravelmente as dívidas à banca. Até 2012, a IGF prevê que a dívida a longo prazo da Parque Escolar suba para os 1,6 mil milhões de euros, ficando o restante financiamento garantido por fundos comunitários e pelo Orçamento do Estado. Em 2011, a empresa teve de se financiar na banca para obedecer a uma ordem dos então ministros Teixeira dos Santos e Isabel Alçada, para comprar por 73,7 milhões de euros sete prédios à Estamo.

Aqui fica o registo de algumas das conclusões dadas a conhecer pela Inspecção das Finanças relativas às contas da Parque Escolar.
Na escola onde sou professor as obras darão origem a um conjunto de edifícios que mais parecem uma Universidade.

Com menos de metade do dinheiro gasto poderia ter-se requalificado grande parte das escolas (que verdadeiramente precisavam de obras) e que, no final, não dariam tantas despesas de manutenção como irão dar os edifícios megalómanos que estão a ser construídos pela Parque Escolar.