quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Sobre a possibilidade de haver um novo concurso no próximo ano...

O colega Arlindo, autor daquele que considero o melhor blogue dedicado aos professores, onde a informação disponibilizada chega, muitas vezes, a ser melhor do que a facultada pelos sindicatos, teve a ideia de avançar com uma petição pública com vista a que seja aberto um concurso interno de professores já no próximo ano, por forma a que sejam minoradas as injustiças que o concurso deste ano provocou entre muitos dos professores do quadro.
A situação é, penso eu, de todos conhecida. Por razões de racionalização dos recursos humanos existentes (exigência da troika) e, dado os constrangimentos que as escolas tiveram em termos de "carregamento" das vagas correspondentes às necessidades de professores para este ano lectivo, estavam contabilizados em finais de Julho passado cerca de 7 mil docentes com "horário zero". A estes há que acrescentar à volta de 11 500 colegas afectos a um QZP e que, portanto, não tinham escola nem horário atribuído. 
Esta situação fez com que muitos milhares de colegas menos graduados tivessem concorrido na 1ª prioridade, "ultrapassando" colegas melhor graduados, mas que por terem horário nas suas escolas (bastavam 6 horas lectivas) não conseguiram, na mobilidade interna, aproximar-se das suas áreas de residência. Daqui resultou que muitos dos colegas que têm melhor graduação, mas que estão efectivos longe das suas casas, não se conseguiram aproximar pelo facto dos colegas dos QZP`s e dos colegas com "horário zero" lhes terem passado à frente nas prioridades ao concurso, ocupando vagas que, caso se tivesse apenas em conta a graduação profissional seriam destinadas aos melhor graduados.
Todos nós conhecemos colegas incluídos em ambas as situações. Pessoalmente, são muitos os colegas com quem tenho falado que se sentem imensamente prejudicados (e com razão) porque se viram "ultrapassados" por colegas menos graduados. Muitos destes colegas que concorreram na 1ª prioridade (por serem "horário-zero" ou do QZP) foram agora colocados muito mais próximos das suas áreas de residência com horário completo e assumem a posição que mais lhes convém: a do silêncio. Já os que se sentem injustiçados por terem uma melhor graduação que, neste concurso, de pouco ou nada lhes serviu e se viram colocados longe das suas casas pelo facto de, ao concorrerem na 2ª prioridade, terem sido ultrapassados por colegas menos graduados, assumem o discurso da revolta. Compreende-se...
- os colegas que concorrerem na 1ª prioridade se, há uns meses atrás eram os mais apreensivos (com medo da mobilidade especial) são agora, muitos deles, os mais satisfeitos, pois foram, sem dúvida, os mais beneficiados com este concurso e preferem não falar muito sobre a injustiça de terem ultrapassado colegas mais graduados;
- os colegas que concorrerem na 2ª prioridade sentem-se revoltados com toda esta situação, dado que muitos não conseguiram aproximar-se das suas áreas de residência ou, pior ainda, até foram colocados mais longe em relação à escola onde estiveram destacados nos últimos 4 anos;
- os colegas contratados desesperam por uma colocação e, enquanto que muitos se sentem angustiados pelo que ainda possa vir a ocorrer ao nível das ofertas de escolas (e das situações menos claras que, por vezes, este tipo de colocações assumem), outros há que aguardam pelas ofertas das escolas TEIP`s por saberem que determinados conhecimentos lhes podem facilitar um lugar que não tem em conta apenas a graduação profissional;
- há ainda os colegas que, apesar de ainda não estarem perto das suas áreas de residência, nem sequer concorreram com receio de melhorarem em termos de colocação de escola, mas piorarem ao nível do seu posicionamento dentro do grupo disciplinar da escola onde passariam a estar efectivos. Tenho vários colegas nesta situação que nem sequer concorrerem por saberem que de primeiros na lista da sua actual escola se poderiam aproximar, mas ficar em último lugar no posicionamento disciplinar da sua nova escola...
Enfim, chegámos a um ponto em que cada vez mais temos uma classe dividida em verdadeiros nichos, com base na situação em que se encontram: os que foram beneficiados por concorrerem na 1ª prioridade e que, com menos graduação, ficaram melhor colocados; os que, concorrendo na 2ª prioridade não se aproximaram das suas casas e se viram ultrapassados por colegas menos graduados; os que continuam à espera de um lugar no concurso externo e que desesperam pelo facto do número de contratações ter tendência a diminuir; os que, sendo efectivos numa escola distante nem sequer concorreram com medo de piorarem a sua situação em termos de posicionamento na escola; e os que, já tendo o lugar da sua preferência, nem sequer concorrem e apenas desesperam pelo dia em que chegue a sua aposentação. É uma classe à beira de um ataque de nervos e repleta de subgrupos, onde cada um puxa para o seu lado, de acordo com as suas conveniências. Como diz o outro, é a lei do "salve-se quem puder" e do desenrascanço...
Mas, não tenhamos dúvidas. Uma coisa é sabermos que o número de professores tem tendência a diminuir (sabemos as razões e não vale a pena "chover no molhado"; austeridade e natalidade são as razões principais) e outra coisa, bem diferente, é sabermos que, por via de um concurso mal organizado e pouco eficiente, houve colegas menos graduados que ultrapassaram colegas melhor graduados. Ainda por cima num concurso que está pensado a quatro anos...
Daí que concorde com a petição apresentada pelo colega Arlindo (do blogue Arlindovsky), já que apenas um concurso interno a realizar no próximo ano com os docentes dos QZP`s e todos aqueles que pretendem mudar de agrupamento (a estes devia-se acrescentar os colegas que concorreram na 1ª prioridade e que conseguiram colocação por via de "ultrapassagens" a colegas mais graduados) pode trazer alguma justiça ao erro que agora foi provocado por este concurso. Neste concurso apenas se teria em consideração a graduação profissional dos professores e as reais necessidades das escolas, procurando-se extinguir os lugares de QZP com a abertura de vagas em quadro de agrupamento. Isto porque as colocações deste concurso vieram provar que alguns milhares de lugares que agora foram preenchidos na mobilidade interna poderiam ter sido considerados na 1ª fase do concurso respeitante à colocação de docentes em quadro de escola...
Aqui fica o link onde podem assinar a petição avançada pelo colega Arlindo: 

13 comentários:

Anónimo disse...

Se tivesses sido colocado na 1ª prioridade já não dizias isso.
Certo é que estas petições não passam de intenções no papel e nunca chegam a lado nenhum.

Pedro disse...

O anónimo(?) anterior parece ser contra esta petição. Não fundamentou as razões da sua opção; antes preferiu destacar a possível inutilidade da petição.
No entanto, são já largas centenas os professores que assinaram a petição, destacando a injustiça que resultou deste concurso por colegas menos graduados terem "ultrapassado" nas preferências de colocação colegas mais graduados.
Claro que é difícil que a petição se concretize na realização de um novo concurso, mas esta é uma forma democrática de demonstrar o protesto de muitos professores pela situação injusta ocorrida no concurso da mobilidade interna.

Manuel Carvalho disse...

Não concordo com estas críticas contra os QZPs. Os colegas de QE esquecem-se que apesar de estarem longe de suas casas são efetivos de direito e têm uma escola. Os QZOP não e andamos a tapar "buracos". Essa é que ´+e a verdade.

Anónimo disse...

Olá Pedro! Parabéns pelo blog! Sou prof.ª de Geo desde 1996 e depois de muito viajar estacionei, desde 2006,num QA a 250km da minha residência; nem arrisquei sair neste concurso pra não ficar em último lugar no posicionamento de eventual novo QA; sou 1 caso igual aos que descreves conhecer no teu texto. Agora que regressei de férias, constatei que sou já a última do grupo, pois 2 colegas ficaram em horário zero. Neste ano já sei que vou lecionar cursos profissionais, mas não me atribuíram a disciplina 'área de integração' (deram-na a 1 colega de biologia). Pelo que li no teu blog, já a lecionaste. Por acaso, conheces a legislação que define as habilitações docentes para essa disciplina? Muita sorte e saúde para ti, colega e muito obrigado, mesmo que não me consigas elucidar.

Pedro disse...

Resposta as Manuel Carvalho:
O MEC até poderá querer fazer dos colegas QZP`s autênticos "tapa buracos", mas a verdade é que muitos destes colegas foram beneficiados neste concurso por concorrerem na 1ª prioridade, passando à frente de colegas de QE melhor graduados. A verdade é que muitos QE`s não conseguiram melhorar a sua situação face ao que haviam conseguido no último concurso, há quatro anos, e agora até ficaram mais longe ou nem conseguiram colocação na mobilidade interna, tendo de regressar à sua escola de provimento. E não esqueçamos que muitos colegas estão efectivos longe das suas casas.
Nada justifica que o critério da graduação fosse desvirtuado neste concurso da mobilidade interna, beneficiando QZP`s e prejudicando os QA`s.

Resposta à colega de Geo:
A tua situação é igual à de muitos outros colegas que nem concorreram com receio de não terem horário...
Quanto à tua questão, em todas as escolas por onde tenho passado a disciplina de AI tem sido atribuída a colegas das Humanidades (Geo, Hist. ou Fil.). O próprio programa da disciplina indica-a como disciplina das ciências sociais e não das ciências exactas. Bastará analisares o programa que podes retirar do site www.anqep.gov.pt.
Fala com o teu coordenador de departamento para perceber a razão da escola ter optado por essa decisão. Bom ano lectivo...

Anónimo disse...

Outra coisa que sempre considerei de atroz injustiça é o facto de as colocações serem plurianuais para contratados, e agora também para os quadros dado o momento que vivemos, com a nuvem da mobilidade a pairar sobre nós. Este tipo de colocação deixa as pessoas à mercê da sorte, independentemente da graduação profissional.

Por exemplo, a pessoa A, mais graduada, fica colocada num determinado horário de acordo com as suas preferências, e a pessoa B do mesmo grupo disciplinar, bastante menos graduada, fica colocada nos mesmos termos, ambas em horários completos e anuais. No final do ano lectivo, o horário da pessoa A não tem condições para dar continuidade uma vez que sofreu grande redução de carga ( ou, e não gosto sequer de falar nisto, porque o director não gostou dela),pelo que terá que concorrer novamente, só que agora, já não estão disponíveis os horários daqueles, menos graduados, que tiveram a sorte das «boas graças» ou da manutenção da componente lectiva!

Este tipo de colocação deveria ser um dos principais «cavalos de batalha» dos sindicatos, é que, nestes casos, a sorte, ou a falta dela, destrói carreiras e destrói vidas!

Abraço,
Joaquim

Anónimo disse...

E que me diz de situações com esta, que aqui trancrevo directamente dos comentários do blog do Arlindo, em resposta à possibilidade de todos os docentes realizarem um «prova»:

''Como andam as coisas, é já só o que falta!!!!

No entanto, também não vejo com maus olhos a extensão dessa «prova de avaliação» aos docentes de quadro.

Por exemplo, sou QZP, não fiquei colocado nesta fase inicial e, perante a perspectiva de voltar à escola onde tenho leccionado para ocupar um horário temporário, foi-me proposto que, nesse momento, fossem trocados os horários internamente, pois a pessoa a quem foi atribuído o meu antigo serviço, apesar de ter mais alguns anos de serviço e, porque não dizê-lo, um vencimento superior, não revela competência para trabalhar com «este tipo de alunos (PCA)»!!!!

Ora, recapitulando, temos as mesmas habilitações e vencimentos semelhantes(pois!), não deveríamos os dois ter as mesmas capacidades de trabalho?!!???

Logicamente, no final do ano lectivo aquele que ficará novamente na corda bamba serei eu, sendo que a pessoa não apta a realizar o trabalho que eu realizo manterá o seu posto de trabalho!

A meu ver, habilitações iguais e salários iguais para capacidades/competências iguais.

Logo, uma «prova de avaliação» para todos não é uma coisa assim tão má, uma vez que faz com que não nos acomodemos no conforto da nossa graduação profissional!

Agora, o justo seria que essa «prova» fosse realizada após a conclusão do curso, fazendo média com a nota final, todos sabemos que existem muitas universidades e politécnicos por este país fora, cada um com as suas especificidades e grau de exigência, desta forma equilibrar-se-iam as médias com que se vai a concurso e melhorar-se-ia a qualidade das instituições de ensino superior (lembram-se da Piaget de Macedo de Cavaleiros que formava indivíduos com notas finais de curso de 18 valores que não se traduziam em capacidades de trabalho/competência muito diferentes dos 10 atribuídos a alunos formados na maior parte dos outros institutos de formação de professores, no entanto era o suficiente para fazer a diferença entre ter ou não ter trabalho!)''

Porque não se debatem antes pela exigência de um concurso anual?
Porque não se debatem antes pela realização da tal «prova» para todos os docentes?
Parece-me que a graduação profissional (embora seja o mais justo no sistema actual) não seja o mais importante!
O mais importante é a competência que cada um de nós revela no desempenho das tarefas que lhe são atribuídas, isso sim deveria ser tido em conta nos concursos.
É que, a continuar assim, os mais jovens (que são geralmente os mais capazes porque precisam de o demonstrar) serão todos escorraçados do sistema, ficando apenas aqueles que, por serem mais graduados em tempo de serviço, não podem ser sequer comparados com um contratado! São intocáveis, têm os melhores horários, os melhores vencimentos, o melhor «estatuto»,...
Não pretendo com isto meter tudo no mesmo saco, no entanto, e nestes meus vinte e tal anos de carreira já vi de tudo um pouco, colegas muito melhores que eu serem excluídos da profissão por não terem nem vínculo, nem graduação profissional suficiente, e colegas (neste caso, muitos) muito maus profissionais, que não fazem sequer o que é suposto e quando o fazem mais valia não fazer porque redundantemente dá em m&rd@ e em mais trabalho para aqueles, que menos graduados, têm que comer e calar, pois não se pode sequer chamar à atenção as ditas pessoas.
Mantenho ainda que não é minha intenção meter tudo no mesmo saco, pois, nestes tais vinte e tal anos posso referir que a maioria dos professores são excelentes profissionais, no entanto há que mudar o paradigma da graduação profissional, há que exigir a devida diferenciação, pois... não acredito que os incompetentes a quem me refiro sejam, de facto, tão incompetentes como tudo isso, são apenas aquilo que o sistema lhes permite ser, pessoas acomodadas a uma «graduação profissional»!

Concursos anuais e «prova de aptidão, JÁ!

Um abraço,
Afonso

Anónimo disse...

A propósito deste concurso...
... subscrevo inteiramente isto que li aqui: http://profslusos.blogspot.pt/

«PARA DISCUTIR E REFLETIR (QA, QEna VERSUS QZP)

Começa a ser algo cansativo ler comentários de supostos colegas dos quadros de escola ou agrupamento a criticarem o facto dos colegas dos quadros de zona pedagógica concorrerem "à frente" em termos de prioridade.

Por motivos óbvios (não contribuir para gerar ainda mais confusão) não irei abordar aqui a questão dos colegas contratados versus colegas dos quadros, porque o meu entendimento encontra lógica similar (mas não exatamente igual) ao que a seguir desenvolverei. Para bom entendedor...

Assim, começo por dizer que para mim, o mais correcto seria a utilização do critério da graduação profissional para questões de concursos, acompanhada de uma fiscalização rigorosa por parte de quem "concorre" através da mobilidade por doença.

Traduzindo: independentemente da tipologia de quadro (QA, QEna ou QZP) a graduação profissional deveria ser respeitada...

No entanto, e seguindo a lógica de quem critica a não utilização do critério "graduação profissional", também será correcto admitir que se o critério de graduação é o mesmo, também as regras concursais deveriam ser as mesmas.

E o que quero dizer com isto?

Bem... Se os colegas dos quadros de zona pedagógica são obrigados a concorrer a todas as escolas do seu quadro de zona pedagógica (mais uma escola de outro quadro de zona), então a mesma regra deveria ser aplicada aos colegas dos quadros de escola ou agrupamento. E atenção que não defendo que os professores tenham de concorrer para tão grandes áreas geográficas, nem tão pouco considero que este tema possa ser visto de forma tão linear... Apenas estou a tentar fazer uma analogia para aqueles que "atacam" apenas um dos pontos da legislação concursal.

Se é por uma questão de equidade e se os professores dos quadros de escola ou agrupamento não são mais nem menos que os professores dos quadros de zona pedagógica, então que se aplique o critério da graduação, mas também as mesmas regras e obrigatoriedades.

Em conclusão, se muitos defendem o critério de graduação único, numa prioridade única então quero acreditar que também defenderão as mesmas regras de concurso para todos os professores dos quadros (QA, QEna ou QZP).

Espero que depois de lerem aquilo que escrevi, constatem que ver que um problema ou injustiça tem diversos "pontos de vista" que devem ser bem analisados...

Fica a "provocação".»

Daqui: http://profslusos.blogspot.pt/2013/09/para-discutir-e-refletir-qa-qena-versus.html

Pedro disse...

Joaquim, concordo em absoluto. Com tanta instabilidade nas colocações e com a ocorrência deste tipo de injustiças (colegas menos graduados a ultrapassarem colegas mais graduados) o mais correcto seria que as colocações fossem efectuados todos os anos...

Afonso, considero que esta ideia da prova não passa de um "atirar areia para os olhos" dos professores, por forma a desviar as atenções de situações bem mais importantes e decisivas como o financiamento dos colégios privados.
Seria bom que os sindicatos não se distraíssem com aspectos menos importantes...

Anónimo disse...

Não me parece que uma prova para todos os professores seja atirar areia para os olhos!
Quem sabe o que anda a fazer não deveria ter medo dela, não me parece, de todo, que uma simples contagem de tempo de serviço seja suficiente para aferir quem merece, ou não sair do sistema.
Mas enfim, foi um relaxo estes anos todos e não me parece que vá mudar, no entanto, custa-me que colegas mais competentes saiam do sistema em prol do docentosauro que não faz nada de jeito, não quer fazer e, perdoem-me a leviandade, será que sabe fazer?
Outros indivíduos que bem poderiam levar um chuto nas ''nádegas'', são aqueles que querem fazer crer, a todos nós, que são uns coitadinhos, que andam muito cansados e tal, muito doentes, com problemas psicológicos e mais não sei o quê!
Pois conheço um fulano desses, que tem fama de maluco, passa a vida com licença psiquiátrica (este animal está no nono escalão!), não o conheço a trabalhar vai para mais de seis anos e, quando é obrigado a cumprir um mês, só faz asneiras cabeludas, arranjado problemas para alunos, colegas, encarregados de educação, ....
Só sei que é frequente encontrá-lo com o jornal debaixo do braço, a passear, na praia,... mas o maluco é ele ou todos nós??!!?
Existem muito tipos destes no ensino, assim como existem muitos médicos a colaborar com este tipo de situação, não será caso para tirar a cédula profissional ao médico e despedir estes tipos por justa causa?
Um abraço

Anónimo disse...

É muito interessante...!

Consideram-se mais estáveis que os outros e, uma prova para todos os docentes, é atirar areia para os olhos!

Não é com tempos de serviço e com médias de final de curso que se distinguem os bons dos maus, é precisamente com a tal prova, desde que ponderada com a tal média de final de curso.

É que,tendencialmente, os mais graduados em tempo de serviço são os mais abandalhados e acomodados, que não desempenham as suas tarefas com brio... já em relação às médias... relembro os 3 555 institutos piaget que ''cagaram'' licenciados com médias fabulosas e zero competências!!!

Exame? Sim senhor!

Gosto muito que me atirem com areia para os olhos desde que isso sirva para me distinguir em relação às nulidades que proliferam no nosso sistema educativo.

Sabe, o que mais me custa não é ir para o desemprego por extinção do meu posto de trabalho devido às políticas de má fé dos tipos que se alaparam ao governo, nem sequer é isso! É o facto de não ser feita uma gestão dos recursos humanos disponíveis de forma a deixar no sistema aqueles que são meritórios, não, o tempo de serviço é que decide quem fica e quem sai! É bom não esquecer que a maior parte dos colegas nos últimos (e mais bem pagos escalões) foram para professores como recurso e, também a maioria,sem curso! Lembram-se dos CESES e DESES, e outros que os valham?

Estou revoltado!

Gostaria de um feed back seu, no entanto, já percebi que se acomodou ao conforto do tempo de serviço!

Um abraço,
Joaquim

Anónimo disse...

Já agora, para que não seja mal interpretado, poder-se-ia fazer uma avaliação decente e muito barata das competências de todos nós, de forma a que, nestas situações houvesse o mínimo de justiça!
Por exemplo:

Aos finalistas, e antes de ingressarem na carreira, seria feito o tal exame com ponderação com a média final.
Aos docentes de carreira, aqui considero todos aqueles que se encontram no sistema (não faz sentido distinguir entre contratados e quadros) seria feita a tal prova de quatro em quatro anos (quem não deve não teme!)
Ainda aos docentes de carreira, é fácil realizar uma avaliação em condições tendo por base:
- o registo biográfico (que tem tanta informação...)
- exames nacionais para todas as disciplinas, nos mesmos termos em que se procede com a língua portuguesa e matemática.

As diferenças entre nós eram bem aferidas e, quem tem qualidade continua no sistema, quem não tem sai!

Fácil não?

Mais uma vez, um abraço aguardando feed back,
Joaquim

Pedro disse...

Caro Joaquim, mais importante do que um exame para certificar das competências de um candidato a professor do quadro (isso não passa de uma manobra de diversão, porque a exigência deve ser assegurada no ensino superior) penso que é na autonomia regulada das escolas que está o caminho a seguir.
Mas a autonomia tem de ter regulação. É que sem regulação a autonomia pode tornar-se numa espécie de caciquismo/cunhice, onde uns perdem e outros ganham, não de acordo com a sua qualidade, mas sim de acordo com outros interesses...