Numa recente entrevista concedida à revista Visão, a Ministra da Educação, referindo-se ao actual processo de colocação de professores utilizou os adjectivos "absurdo" e "irracional" para qualificar tal processo, tendo defendido a ideia de conceder uma maior autonomia às escolas, sobretudo às mais "difíceis" para que estas possam vir a escolher, remunerar e compensar os docentes que considerarem mais qualificados.
Não desfazendo as boas intenções da Ministra, nem rejeitando por completo a hipótese de acabar com os concursos nacionais, que, muitas vezes, levam a situações absurdas de escolas com uma quadro docente espartilhado, já para não falar de famílias divididas e índices de motivação laboral muito reduzidos, penso que a possibilidade de serem as escolas a contratarem os seus professores poderia trazer muitos benefícios em termos de maior estabilidade do corpo docente e de aumento do sucesso escolar. Mas, com que custos?
Não sejamos ingénuos! O fim dos concursos nacionais e a aposta nos concursos a nível de escola levariam a situações mais gravosas do que aquelas que existiam no tempo dos mini-concursos. Por um lado, todo o processo de recrutamento docente ficaria mais burocrático, ao mesmo tempo que se correria o risco de tornar a colocação de docentes mais sujeita a situações de imparcialidade. Por outro lado, com o número de agrupamentos de escolas que existe, a candidatura de centenas de professores a uma escola teria elevados custos aos níveis monetário, processual e temporal.
Qual a solução? Continuar com os concursos a nível nacional, investindo em medidas de discriminação positiva para com os professores colocados em escolas mais difíceis. Por outro lado, seria importante favorecer as permutas entre docentes, assim como agilizar a possibilidade das escolas poderem requisitar professores que já tenham leccionado nessas escolas e dado provas de competência científica e pedagógica.
2 comentários:
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COMBATE À IMIGRAÇÃO CLANDESTINA
--- O Movimento 'Pró-Diversidade' reivindica o LEGÍTIMO Direito ao Separatismo; ver:
DIVISÃO--50--50
[ A constituição de Espaços Reserva Natural de Povos Nativos ]
--- Todavia, este Movimento também considera que é necessário combater o seguinte facto: os ricos estão cada vez mais ricos... e... os pobres estão cada vez mais pobres...
--- A Imigração Clandestina deve ser considerada um crime tão grave como o tráfico de droga, assim sendo:
-1- uma empresa - aonde sejam encontrados Imigrantes Clandestinos a trabalhar – deve ser considerada um empresa perdida a favor do Estado;
-2- o dinheiro resultante da venda da empresa 'apreendida' deve ser distribuído pelas pessoas inscritas nos Centros de Emprego.
--- Mais, deve ser decretada a proibição de trabalho imigrante naqueles trabalhos cujo salário seja INFERIOR ao SALÁRIO MÉDIO NACIONAL.
-> Nota 1: Ao estarem proibidas de 'importar' imigrantes, as entidades patronais – para cativarem os trabalhadores desempregados - vão ser obrigadas a aumentar os salários INFERIORES à média nacional.
-> Nota 2: Forçando as entidades patronais a subir os salários... isso vai ser um estímulo para para que as entidades patronais procurem um AUMENTO DA PRODUTIVIDADE através de Novas Tecnologias.
P.S.
Aqueles que argumentam que o fim da 'importação' de imigrantes [para os trabalhos cujo salário seja inferior ao salário médio nacional]... vai ser mau para a economia do País... são uma fotocópia daqueles BANDALHOS ÉTICOS que, no passado, andaram por aí a argumentar que o fim de escravatura iria ser mau para a economia do País... pois:
- era necessário rentabilizar o investimento em caravelas;
- era necessário salvaguardar a indústria de construção de caravelas.
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Olá Miguel
O processo de colocação de professores é muito complicado.
Háverá sempre alguem prejudicado.
E quanto à burocracia, essa haverá sempre.
fica bem
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