sábado, 13 de outubro de 2007

Maus tempos na Educação...

O mais recente relatório sobre o estado da Educação em Portugal dado à estampa pela Comissão Europeia envergonha qualquer português que julgue ser possível que o nosso país chegue rapidamente ao nível de desenvolvimento dos países do pelotão da frente desta Europa a 27 cada vez mais desigual. Em todos os cinco níveis analisados pela UE Portugal encontra-se abaixo da média europeia. Um cartão vermelho para os governos que nas últimas décadas nos têm "desgovernado" no sector da Educação...
Entretanto, a nível interno, esta semana foi marcada pela pressão exercida pelas autoridades governamentais no que toca às manifestações realizadas pela Fenprof. Nada me liga a este sindicato (bem pelo contrário, já que sempre defendi a criação de uma Ordem dos Professores), mas aquilo que se sabe sobre a forma como as autoridades policiais exerceram a sua autoridade nas acções levadas a efeito por este sindicato em Montemor-o-Velho e na Covilhã nada auguram de bom no que concerne à capacidade deste Governo para aceitar opiniões contrárias à sua. A "festa da democracia" não se proclama, comprova-se nas atitudes!!!

3 comentários:

Professorinha disse...

Como se a maioria dos professores já não tivesse dado do seu bolso bem mais do que 150 euros por um portátil...

E eu continuo a afirmar: enquanto pessoas que nunca estiveram directamente ligadas à educação estiverem a mexer nela, continuaremos a afundar-nos...

José Manuel Dias disse...

Este relatório reforça a importância de "mudar o estado das coisas". Não vejo que os sindicalistas de carreira se tenham preocupado com a situação...

fr disse...

É muito fácil criticar os sindicatos e os sindicalistas. Esquecem-se que são colocados lá pelos professores que neles votam.
Também não concordo que a possível existência de uma Ordem seja uma alternativa aos sindicatos. São organismos diferentes, com objectivos distintos, ainda que, obviamente, se possam cruzar.
Indicar uma possível Ordem como alternativa aos sindicatos é como defender o fim do sindicalismo, e esquecer a história que nos trouxe aqui e aos direitos que temos hoje, e que infelizmente se estão a perder. Não foi nenhuma Ordem que os conseguir obter, e ainda que os actuais sindicatos estejam a perder força reinvidicativa, não são eles, mas nós, que estamos a perdê-la.