quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Mais dados da OCDE sobre os salários dos professores

O relatório da OCDE sobre o estado da Educação nos países da OCDE "Education at a Glance" apresenta-nos um dado muito curioso acerca da enorme injustiça que temos no que respeita aos vencimentos dos professores, com base nos anos de serviço.
Na Dinamarca e no Reino Unido um professor com 15 anos de serviço ganha o mesmo que um seu colega que esteja à beira da reforma. Depois, temos alguns países onde a diferença varia entre os 6% e os 25%. Finalmente, temos dois países que discriminam, quanto a mim de forma absurda, o salário dos professores com base na idade de quem ensina: a Áustria e Portugal. Nestes dois países, um professor em final de carreira chega a ganhar quase mais 50% do que um seu colega com 15 anos de serviço. Um completo disparate que, quanto a mim, deveria ser rapidamente alterado.
Bem sei que os dados são de 2009 e que entretanto ocorreram alterações ao nível das progressões na carreira, mas continuamos a ter a mesma lógica: em Portugal paga-se em função dos anos de serviço, quando as tarefas de um docente com 15 de serviço e as de um seu colega com 30 anos de serviço são as mesmas. Muitas vezes, até são diferentes, no sentido de que um docente com 15 anos de serviço tem mais turmas (e muitas vezes as mais difíceis) que um colega seu em final de carreira.
Defendo (sempre defendi) que deveríamos ter uma situação semelhante à que existe no Reino Unido: paga-se em função da tarefa que se exerce e não em função dos anos de serviço que se tem. Estes dados publicados pela OCDE demonstram que, muito provavelmente, somos nós que temos uma situação injusta e não a maioria dos países presentes no estudo da OCDE. 

26 comentários:

Professora disse...

Com esta é que não contava. Este é um dado interessante que devia ser do conhecimento de quem dá aulas.
Seria bom que seguissemos o exemplo dos ingleses. Não há razões que justifiquem que duas pessoas com as mesmas funções tenham salários tão diferentes apenas porque têm mais ou menos anos de serviço.

Anónimo disse...

Bem ó pedrocas!

Você é só pseudónimos!

Anónimo disse...

Hoje, desassossega-te...

Luísa disse...

Lembraste das nossas conversas em Lamego? Já na altura falávamos que os ordenados dos professores não deviam ter em conta os anos de serviço. Afinal há paises onde os governantes pensam como nós.

Isabel disse...

Não vou fora disso, mas veja...um professor com 30 anos de serviço, por exemplo, já "passou por muito", já se desgastou, já deseperou, já apanhou "pelo caminho" reformas e reformas...desde as mais razoáveis às mais absurdas e anedóticas...já percorreu um caminho que lhe deu mais sabedoria, mais "calo"! E também...já se lhe esgotou a paciência para ouvir disparates! Já "não há pachorra" para aturar imbecis...
Não acha que devia haver, sim...alguma forma de compensação?

Ainda é um jovem...deixe-se chegar ao ponto em que lhe custa subir as escadas de um pavihão para ir dar uma aula. Deixe chegar o tempo em que erguer o braço para escrever algo no quadro é sentir toda a dor daquela tendinite que teima não desaparecer....
Deixe chegar o tempo em que lhe vêm lágrimas aos olhos porque percebe que já não consegue corrigir testes com o mesmo vigor e entusiasmo que tinha há 15 anos atrás...Já demora mais, já tem de reler e voltar re-reler!E voltar a re-re-reler!!!

Depos...fale comigo (bom, comigo não que já não andarei por "cá" ...já estarei "do outro lado" há muito!)

Detesto quando fazem dos professores meros números em estatísticas todas direitinhas, todas certinhas...aprumadinhas e esquecem que professor é GENTE! PORR@!

Isabel

Pedro disse...

Cara Isabel, questiona-me se considero que um professor com 30 anos de serviço merece uma compensação.
Respondo-lhe com sinceridade.
Até pode merecer uma compensação (redução da componente lectiva), mas não uma dupla compensação (redução da componente lectiva e um vencimento superior ao dos seus colegas que têm a mesma função mas menos anos de serviço).
Portanto, respondendo à sua questão, direi que até admito que um colega com 30 anos de serviço possa ter menos algumas horas lectivas, mas nunca uma compensação salarial.
Defendo o sistema em vigor na Dinamarca...
Respeito a sua opinião e espero que respeite a minha.
Tenho a plena convicção que a maioria dos colegas com 30 anos de serviço têm benesses que ultrapasam o admissível (menos horas lectivas, melhores salários e, muitas vezes, os melhores horários e as melhores turmas). E os mais novos? Os que como eu, vão no 15º ano de serviço e estão no 2º escalão e têm turmas do regular, do profissional, do PCA e são, muitas vezes, "pau para toda a colher" em termos de projectos, visitas de estudo e outras actividades.
Defendo o que se passa na Dinamarca: menos escalões, menor diferenciação salarial com base nos anos de serviço e, já agora, um sistema remuneratório diferente entre o ensino primário e o ensino secundário. Tal e qual como na Dinamarca...
É a minha opinião. Será que são os dinamarqueses é que estão errados? Penso que não!!!
Quanto aos números, pode não gostar deles, mas é bom que os conheça para saber o que se passa por essa Europa fora. É que, afinal, sempre fica a saber um pouco mais sobre este assunto...
Volte sempre e, se possível, com esse espírito crítico e construtivo.

Assistente Técnico disse...


Sobre este assunto deixo-vos uma curiosidade que já abordei neste post http://assistente-tecnico.blogspot.pt/2012/10/falam-prai-em-indices-89-112-126-e-151.html

Assistente Tecnico
www.assistente-tecnico.blogspot.com

Isabel disse...

Pedro...por quem me toma? Claro que respeito a sua opinião; posso não concordar mas respeito-a! E não se esuqeça de que já passei pelos "15 anos de serviço"...já estive no "seu lugar" querido!

Agora .... "mas é bom que os conheça para saber o que se passa por essa Europa fora. É que, afinal, sempre fica a saber um pouco mais sobre este assunto..."
este tom escarninho é que eu não lhe admito, entende?

Ora essa!!! Disparate!
Muita falta de valores, meu bem....

Pedro disse...

Isabel, não a conheço pessoalmente, mas tomo-a por alguém informada e de opiniões fortes, mas que, pela forma como escreve, tem alguma dificuldade em aceitar opiniões diferentes da sua sem "desconversar" um pouco. Sim, porque vem com a conversa dos imbecis, dos disparates e da pachorra quando lê algo que não corresponde à sua opinião.
Enfim, de resto quando a Isabel escreve que não admite que eu lhe diga que poderá ter ficado a conhecer um pouco mais sobre o regime salarial de outros países europeus, soa-me a uma espécie de arrogância ou de "maternalismo" de alguém que não pode ficar a saber um pouco mais a partir de um seu colega mais novo. Faz-me lembrar aqueles colegas de grupo mais velhos que pensam saber sempre mais do que os seus colegas mais novos.
Ora, a blogosfera não deve servir só para criticar. Também pode servir para a partilha de opiniões construtivas e até de algum conhecimento.
Quanto à falta de valores, não a percebo. Não lhe faltei ao respeito e até agradeci a sua passagem por aqui.
Só tenho pena é que não tivesse contra-argumentado a questão da dupla compensação!

Isabel disse...

"Só tenho pena é que não tivesse contra-argumentado a questão da dupla compensação!"
Mas ...que dupla compensação, PEDRO??? Se não sabe informe-se: pergunte ao seu amigo Agnelo, por exemplo....

E...para já...esses números estão mal.

E continua a ser petulantezinho!

E...ainda bem que não me conhece pessoalmente - SORTE A SUA! (entenda como lhe convier)

E por ser domingo...atente na Palavra:

"Aceitai a minha correção, e não a prata; e o conhecimento, mais do que o ouro fino escolhido.
Porque melhor é a sabedoria do que os rubis; e tudo o que mais se deseja não se pode comparar com ela.
Eu, a sabedoria, habito com a prudência, e acho o conhecimento dos conselhos.
Provérbios 8:10-12

O caminho para a vida é daquele que guarda a instrução, mas o que deixa a repreensão comete erro.
Provérbios 10:17

Com os idosos está a sabedoria, e na longevidade o entendimento. Jó 12:12
Ouvi a instrução, e sede sábios, não a rejeiteis. Provérbios 8:33
"

Aprenda a ser mais humilde e a ouvir os mais velhos...sobretudo a respeitá-los, sim?

( não sei que valores "passa aos seus alunos" mas tenho pena deles, a sério!)

e...Vá à Missa!

Pedro disse...

Isabel, que dupla compensação? Eu esclareço-a...
Vamos comparar duas situações: a de um professor com 15 anos de serviço e a de outro colega com 30 anos de serviço.
O primeiro tem 24 horas lectivas e recebe cerca de 1300 euros limpos. O segundo, só porque tem mais anos de serviço, tem 18 horas lectivas (que poderão ser menos se tiver um cargo de coordenação) e recebe mais 300 euros (ou até mais) que o seu colega mais novo, mas que tem a mesma função docente (e até mais trabalho, com mais turmas e mais alunos). Percebe a lógica da dupla compensação: menos horas lectivas e maior remuneração. São duas compensações...
Ora, na Dinamarca não existe esta dupla compensação e é isso que eu defendo. Custa-lhe perceber isso?
Quanto ao demais, parece-me que a Isabel está a entrar pela lógica do "maternalismo", em que um colega mais novo não lhe pode dizer nada. Essa postura era habitual no tempo da velha senhora "ditadura". Os tempos são outros e a idade já não é sinónimo de maior conhecimento. E, relembro-a que nunca lhe faltei ao respeito. Longe de mim tal atitude. Apenas tentei debater consigo um assunto que, pelos vistos, não lhe agradou.
Quanto aos valores, deixo-lhe alguns: a procura do conhecimento, da liberdade responsável e do respeito pelo outro (seja mais novo ou mais velho, homem ou mulher, branco ou preto)...
Quanto à missa, a Isabel esteve atenta à 1ª leitura? Se esteve percebeu que até os mais novos podem ensinar aos menos novos o caminho correcto. Isto segundo a profecia de Daniel...

Anónimo disse...

Pedro, vá para a Dinamarca trabalhar como professor e, depois, venha contar-nos como foi.

É que é muito fácil achar tudo muito bonito a partir de umas estatísticazitas. Vá viver a realidade e, então, sim, venha contar-nos que os velhotes aqui "são duplamente compensados".

Pensando bem, deveria aprofundar essa sua teoria da "dupla compensação". Talvez a redução de horário não tenha nada a ver com a progressão na carreira...

Folgo que tenha uma experiência enriquecedora pelas terras de Andersen!

BlueShell disse...

Pedro...o que me custa perceber é como é que o menino consegue distorcer as coisas como se de um "malabarista se tratasse"!
Vi que não se aconselhou com "o seu mentor"! Pena!
Depois...acho graça que me venha acusar, a mim...logo a mim, dos hábitos do "tempo da velha senhora "ditadura"." - Logo a mim, precisamente a mim...Não psia ter errado mais!!! Garanto-lhe. E mais uma vez não se aconselhou com o seu mentor. Pena.
Eu tentei argumentar apresentando o meu caso concreto...o menino desconversou! Tomou-se de ares de quem detém toda a razão, inchou, foi" para outro blog Blazonar e saiu de lá com o "rabinho entre as pernas"! não se aconselhou com o seu "ídolo"! Pena.
E não me venha a mim, dar lições acerca de "valores": Tenha tino!
Acha bem que o Sr. Diretor de quem tanto gosta e cujo blog não larga, ganhe mais do que todos e não dê aulas há mais de uma década???Olhe que ele pouco mais velho é que eu....

Digo-lhe mais: é por estas e outras deste género que eu estou mortinha para me reformar. Não me deixam, nem com penalização.

Fique com a última palavra, se isso o faz sentir-se mais HOMEM!

Eu tenho aulas para dar!

Pedro disse...

Cara Isabel ou BlueShell (como preferir),
depois de um dia com 8 tempos lectivos, cinco turmas e cerca de 100 alunos ainda tenho tempo para tentar fazer-me compreender à Isabel o melhor possível.
Para a esclarecer melhor até vou por tópicos:
1. A Isabel afirma que tentou contra-argumentar referindo o seu caso. Ora, o que referiu é que se sente cansada (e acedito nisso) e, por isso, merece uma compensação. Eu apenas considero, na minha humilde opinião, que a compensação para os colegas com mais anos de serviço como a Isabel deveria ser uma: ou a redução da componente lectiva ou a compensação salarial, mas não o que se passa em Portugal: uma redução que pode ir até 8 horas lectivas e mais 50% de salário em relação a um colega com 10 anos de serviço. Defendo o que se passa na Dinamarca. Há algum problema nisso? Ora, a Isabel nada disso sobre esta dupla-compensação extremamente discriminatória em relação aos colegas mais novos.
2.Quando me referi à sua postura "maternalista" invoquei os tempos da "velha senhora", pois nesse tempo é que se tinha a ideia de que os mais novos não podiam contrariar os menos novos. Ora, deu-me a entender que a Isabel teve essa postura de não aceitar que eu a pudesse contrariar. Os tempos são outros e não vem mal ao mundo se eu tiver uma opinião diferente da sua. Escusa de ter laivos de "maternalismo" apelidando-me de "menino", visto que eu nunca lhe faltei ao respeito apelidando-a de "velhinha" (longe de mim tal ideia, já que, como diz o povo, velhos são os trapos"). Por isso, apenas a posso chamar à atenção de que é pena que colegas menos novos como a Isabel tenham a mania da superioridade e julguem que não podem ouvir opiniões fundamentadas de colegas mais novos.
3. A ideia de que eu tenho um mentor não tem a mínima lógica e indicia, novamente, da sua parte enorme desrespeito e até alguma falta de educação(fica-lhe muito mal). Já estou na blogosfera desde 2003, penso pela minha cabeça e tenho opinião própria. Sempre a tive e nunca me escondi atrás de anonimatos para a manifestar (mesmo noutros blogues).
4. Se está cheia de vontade de se reformar, apenas posso ter pena disso e espero que os seus alunos não sejam prejudicados por essa situação. Acredito que o não sejam e que quando vai para as aulas esquece aquilo que a aborrece.
De resto, apenas lhe posso prometer para breve um post dedicado a colegas como a Isabel que estão fartos da profissão docente e que anseiam pela reforma.
Votos de uma boa semana de trabalho

Isabel disse...

Nem imaginas o que acabaste de fazer!!!

Carlos disse...

Mas você não percebe que ainda não sabe o que é a vida? Sabe lá você o que foi a ditudura?
Meter-se com uma colega que, provavelmente, tem idade para ser sua mãe é de uma extrema arrogância.
Saiba ouvir os mais velhos e pode ser que aprenda alguma coisa com quem já passou por muito. Ou pensa que sabe tudo?

Lurdes disse...

Depois de assistir à troca de palavras que teve com a colega Isabel peço-lhe, por favor, que me responda a esta questão. Seja directo, por favor.
Quais as razões que o levam a atacar tanto os professores do 1º ciclo e os seus colegas mais velhos que estão perto da reforma? Peço-lhe que não se desvie da pergunta e seja frontal?
Obrigada
Lurdes

Anónimo disse...

O que se passa por aqui é lamentável.

Pedro disse...

Alguns esclarecimentos:
Isabel, o que ontem fiz foi tentar esclarecê-la o melhor possível.
Carlos, parece-me que está a entrar no mesmo erro da Isabel ao dar a imagem de "paternalista". Não sei se a Isabel tem idade para ser minha mãe, mas isso não me impede de a contraditar. De resto, pode ter a certeza que não sou como alguém que dizia que nunca se enganava e que raramente tinha dúvidas. Por isso é que tenho a preocupação de fundamentar as minhas opiniões.
Lurdes, penso não ter atacado ninguém. Apenas dei a minha opinião sobre duas situações que considero injustas:
1ª - que os colegas do 1º ciclo tenham o mesmo sistema remuneratório dos colegas dos outros ciclos do básico e secundário e que se possam reformar mais cedo;
2ª - que exista uma dupla compensação para os colegas com mais anos de serviço (menos horas lectivas e maior remuneração).
Ou seja, limitei-me a dar a minha opinião, de forma fundamentada (com dados sobre o que se passa noutros países) num exercício de liberdade de opinião.
De resto, penso que há bons e maus profissionais em todos os níveis de ensino e em todas as idades. E pode ter a certeza que considero a função docente do 1º ciclo essencial, assim como considero que a experiência dos colegas menos novos poderia ser muito mais aproveitada em benefício de todos.
Tenho dito...

Anónimo disse...

Talvez se deva olhar para a Grécia?!!!



Décimo disse...

«Defendo (sempre defendi) que deveríamos ter uma situação semelhante à que existe no Reino Unido: paga-se em função da tarefa que se exerce e não em função dos anos de serviço que se tem. » - mas por essa ordem de ideias, o salário deveria ser sempre o mesmo, do início ao fim da carreira, uma vez que a tarefa que se exerce é sempre a mesma.

Pedro disse...

Caro Décimo,
respondendo à sua questão, não vejo nenhum mal em que se pague de acordo com a função que se exerce. Bem pelo contrário. É, no mínimo, mais justo e nada discriminatório.
Nenhum país tem um sistema remuneratóro em que se pague de forma igual ao docente que acaba de entrar na carreira e aquele que está no final. Mas, há países, como o Reino Unido e a Dinamarca, onde um colega já do quadro com 15 anos de carreira ganha o mesmo (sim, o mesmo!!!) do que um seu colega que tenha 35 anos de carreira. Fazem o mesmo, ambos têm experiência (um pode ter mais anos de serviço, mas o outro será mais aberto às inovações) pelo que podem, perfeitamente, receber o mesmo salário.
Por isso, defendo que deveria haver menos desigualdade salarial na classe docente. Sou contra que um colega contratado há 15 anos (e não são poucos!) receba como se tivesse entrado na carreira. E sou totalmente contra que colegas com 35 anos de carreira cheguem a ganhar mais 50% do que um colega seu com 15 anos de serviço que tem mais turmas, mais alunos e mais trabalho.
É a minha opinião e fundamento-a com exemplos de países onde este sistema mais equitativo existe...

Décimo disse...

Algo me diz que, quando você tiver 35 anos de serviço, há-de encontrar estatísticas de países admiráveis que demonstram que um professor com 35 anos de carreira é o supra sumo e deve ganhar mais. Sim, calculoque vai já protestar que não senhor, que nunca, mas espero para ver...

Anónimo disse...

De facto, parece que "a parte mais sensível do corpo humano é o bolso."

:))))

Anónimo disse...

No caso deste caso, a parte mais sensível dele é o bolso...

dos outros!!!!

Como é que pode haver pessoas destas, e ainda por cima professor!!!

De facto há que repensar o acesso ao ensino superior... não deve ser para todos.

«Não se deve permitir que aquele que tem cabeça para médico se quede por trolha apenas por falta de recursos económicos. Da mesma forma, não se deve, jamais, permitir que àquele cuja cabeça nem para trolha se adequa, chegue a médico apenas porque recursos económicos não lhe faltam!» - José Hermano Saraiva, a propósito dos princípios de exigencia de Oliveira Salazar para o ensino em portugal, e a propósito de Salazar ter ajudado um jovem sapateiro a formar-se médico (excelente por sinal).

Dedica-te mas é à pesca!

Anónimo disse...

Mas qual é o professor que ganha 30 000 em inicio de carreira????

A minha mulher tem 20 anos de serviço e ganha 1300€, o que dá menos de 20 000 por ano !!!!

A minha mae dá aulas ha 40 e ganha pouco mais!
De onde foram buscar esses valores?