terça-feira, 25 de junho de 2013

Finalmente, de tanto esticar, a corda partiu...

Começo este artigo com a colocação aqui ao lado da notícia que o Público trouxe à estampa no dia 7 de Junho. Sim, quando as greves não passavam de ameaças. E, analisando a notícia, ficava-se a saber que o MEC havia recuado nas suas intenções iniciais de aplicar a mobilidade especial tal e qual como esta havia sido apresentada aos sindicatos. 
Se no dia 7 de Junho se soube, através do Público, da flexibilidade do MEC relativamente à proposta de mobilidade especial inicialmente apresentada, da parte da Fenprof e da FNE, a única resposta dada era a da intransigência. A Fenprof insistia que apenas voltaria atrás nas greves se fosse consagrado que a mobilidade especial não se aplicaria, de todo, aos professores. A FNE ia, segundo o Público, mais longe e estendia esta exigência a toda a Função Pública. Enfim, era a prova de que os sindicatos estavam numa lógica de radicalização.
Escrevi aqui que havia outras formas de protesto que não prejudicassem os alunos da forma como estas prejudicaram. E que a greve aos exames iria ter custos na imagem da nossa classe profissional. Mas, também escrevi que respeitava quem optasse por fazer greve...
Claro que agora temos os sindicatos a afirmarem que valeu a pena a realização destas greves. Mas, esquecem-se que, as diferenças entre a proposta do MEC de 6 de Junho e o que agora ficou definido, são mínimas. É verdade que houve novas medidas de salvaguarda (a contagem das horas de DT na componente lectiva e a garantia de que as horas de apoio aos alunos serão também aplicadas aos professores com horário zero). Mas, até Nuno Crato já veio dizer que estas medidas poderiam ter sido aprovadas ainda antes das greves...
Cada um tem a sua opinião e serão poucos aqueles que dirão que não voltariam a fazer o mesmo que fizeram ao longo destas três semanas. Os que fizeram greve, certamente que dirão que voltariam a fazer greve. Aliás, pelo que vou lendo em muitos blogues pró-greve, há quem tenha ficado desiludido com os sindicatos e defenda que as greves às reuniões de avaliação deveriam continuar. Por outro lado, certamente que muitos daqueles que discordaram destas greves, continuarão a dizer que não se arrependem da sua tomada de posição. São decisões que não são tomadas de ânimo leve, pelo que cada um fará o que a sua consciência ditar. Eu, por mim, não me arrependo de não ter feito greve e só tenho pena que só tenha havido uma manifestação de professores em Lisboa... Poderia ter-se retomado a lógica das manifestações de âmbito distrital que ocorreram há uns anos atrás.
Mas, enfim, respeito a opinião daqueles que consideram que esta foi uma forma de luta que valeu a pena. Convém não esquecer que a luta continua. Agora ou daqui a uns tempos, junto do Tribunal Constitucional... 

Adenda: Aconselho o visionamento da entrevista de Nuno Crato à SIC Notícias para se perceber até que ponto é que estas greves poderiam ter sido evitadas. É que as principais medidas constantes na acta negocial já haviam sido apresentadas pelo MEC antes da realização das greves...
video

Adenda: Vale a pena ler o editorial do Público de hoje para se perceber que, de facto, estas greves poderiam ter sido evitadas se os sindicatos assim o quisessem... E os ganhos para os professores teriam sido, logo a 6 de Junho, praticamente os mesmos!

20 comentários:

Anónimo disse...

A corda partiu..., mas pelo que ouvi só há realmente garantia de que a DT mantém-se na componente letiva. Quanto ao resto, parece que está praticamente tudo igual. Muitas dúvidas quanto a outros assuntos. MN acabou de afirmar que não há acordo com o MEC.
Tal como o Pedro, também não me arrependo de não ter feito greve, mas respeito quem fez.

MJ

Anónimo disse...

MJ e o Pedro tenham a humildade para aceitar que foi realmente uma grande vitória dos Professores. Se não fosse a Greve às avaliações e o dia de greve não teríamos conseguido estas conquistas. . Acham pouco? Se fosse por vocês de certeza que nem isto teríamos conseguido. Só espero que para o próximo ano tenhamos a consciência que poderia ter sido uma catástrofe se não fosse a nossa luta.

Ana disse...

Se quer que lhe diga, por mim estava mais um mês de greve às avaliações até o governo torcer de vez. Nem que não tivesse férias.
Tanta greve para tão poucos resultados só prova que estes sindicatos se deixam enganar por muito pouco. Os sindicatos traíram os professores. Da FNE já esperava isso, mas da Fenprof não.
Mas também lhe digo que não estou arrependida de ter feito greve. Para a próxima vai ser a dobrar.

Anónimo disse...

Adiar a mobilidade especial por um ano é uma cedência? Não me faça rir... Dizer que vão fazer tudo para não haver horários zero, sem apresentar medidas concretas, muito menos deixar nada por escrito? Mas por acaso julgam que os professores são ingénuos?
Já agora, o Pedro, de tanto querer ser anti-greve, até arranja argumentos no mínimo questionáveis para menosprezar o que se conseguiu. Em primeiro lugar, no contexto actual em que a troika é que manda, não foi nada mau. Em segundo lugar, se estas medidas podiam ter sido aprovadas mesmo antes das greves, então faço-lhe a chamada "pergunta para um milhão de dólares": porque é que não foram? E porque é que só foram após vários dias de greve? E também, se o Pedro acha que as manifestações é que têm verdadeiro impacto, porque não foram aprovadas após a manifestação?
O Pedro é pobre e mal agradecido. Além de ter beneficiado do esforço alheio, nem sequer reconhece esse mesmo esforço.

Pedro disse...

Cara MJ,
basta ler a notícia do Público de 7 de Junho (coloco um excerto no eu artigo) e o que hoje foi apresentado como uma grande vitória dos sindicatos para se perceber que estas greves poderiam ter sido evitadas...

Caro anónimo (o 1º),
cada um tem a sua opinião. Se quer falar em vitórias e derrotas, a minha opinião é muito simples. Depois de tanta intransigência dos sindicatos, a acta assinada surge como uma derrota dos sindicatos, dado que é quase um "copy-paste" da proposta do MEC de 6 de Junho.
Continuo a pensar que poderíamos ter conseguido o mesmo, logo a 6 de Junho, sem recorrer a um conjunto de greves que mancharam, junto da opinião pública e publicada, a imagem da classe docente. Mas, esta é só a minha opinião...

Cara Ana,
acredito que esteja desiludida com o acordo. Afinal de contas, foram os sindicatos que afirmaram, vezes sem conta, que jamais negociariam algo que tivesse que ver com a mobilidade especial. No final, voltaram atrás e acabaram por negociar...

Caro anónimo (o 2º),
o adiamento da mobilidade especial já estava previsto no acordo de 6 de Junho que os sindicatos não quiseram assinar. Sim, foram os sindicatos que agora assinaram o que há quase 3 semanas se recusaram sequer a negociar...
Estaria agradecido se os sindicatos não tivessem, desde a primeira hora, intenções diferentes daquelas que deveriam estar na sua essência. Preferiram criar grandes expectativas junto dos professores, que lhes permitiram ter a adesão de grande parte dos professores às greves que apresentaram. Uns foram idealistas; outras foram realistas. No final, conseguiu-se aquilo que já estava previsto desde 6 de Junho.
Mas, como sempre, respeito quem tem opiniões diferentes...

Anónimo disse...

Como não respondeu ao que lhe perguntei acima, preferindo responder como se fosse uma cassete (querem ver que afinal é comunista?) só lhe lembro que nunca, em momento algum, o MEC falou na possibilidade de a direcção de turma passar outra vez para a componente lectiva. E esse recuo pode até ter salvado o seu emprego. E se não salvar, garante pelo menos que, caso o Pedro seja DT para o ano, sempre vai poder fazer um trabalho melhor sem ser um escravo. Mas se acha isto pouco, talvez no futuro se houver pouca adesão à greve nem isso se consiga e o Pedro se veja obrigado a viver para a escola, como se não tivesse mulher, nem filhos, nem outros familiares próximos. É isso que quer?

Anónimo disse...

1.º anónimo,
não vejo como uma grande vitória e o último anónimo tem razão quanto à DT.
Como afirmei, acho que foi a única coisa positiva.
Entretanto ouvi que aos professores que estão à espera da reforma não vai ser atribuído horário ou carga letiva. Isso também seria uma ótima medida. Não sei se saiu desta reunião ou se era já intenção do MEC...E se de facto é mesmo verdade...

Bom dia para todos:-)

MJ

Pedro disse...

Caro anónimo (o último),
se tivesse lido com atenção o meu artigo teria reparado que no 6º parágrafo me referi a esse ganho. Contudo, convém não esquecer que os 100 minutos previstos para os apoios (que passam agora também para a DT) já estavam previstos no despacho da OAL. Mas, continuo a pensar que essa conquista poderia ter sido feita há 19 dias atrás, não fosse a intransigência dos sindicatos. Agora, dizer-se que é essa salvaguarda que vai fazer com que os docentes deixem de trabalhar como escravos, já me parece um claro exagero sem sentido…

Cara MJ,
a questão da DT poderia ter sido acordada há três semanas atrás…
De resto, aconselho a leitura do editorial de hoje do Público para se perceber que estas greves poderiam ter sido evitadas com os mesmos ganhos que agora foram alcançados. Deixo aqui um pequeno excerto do editorial do Público: “Depois de tudo a que se assistiu, o desfecho deste braço-de- ferro tem tanto de absurdo como de estúpido. Em substância, o que agora se acordou estava em cima da mesa há semanas”. Estas duas frases dizem tudo…

Anónimo disse...

Quer dizer que estivemos todos mal (95% dos professores que fizeram greve) e só 5% é que tinham razão. Ainda bem que o Pedro não fez greve, pois assim, está no lote dos iluminados. Eu, pelo contrário, estou no lote dos retardados mentais que não se aperceberam que já tínhamos conquistado algo mesmo sem perder um dia de salário. Sou mesmo burro. Para a próxima vou ver se me aconselho melhor, se calhar com o Pedro, uma vez que tem informação privilegiada do PSD.

Pedro disse...

Penso que o comentário do anónimo anterior mostra até que ponto é que a desilusão mora no espírito de muitos daqueles que aderiram a estas greves. É que tudo o que o anónimo afirma não corresponde, de todo, ao que penso sobre os colegas que fizeram greve.
Sempre afirmei que discordava deste tipo de greves, mas que respeitava a decisão dos colegas que aderiram a esta forma de luta. Também referi sempre que, quanto a mim, a forma de eliminar esta mobilidade especial seria através do recurso ao Tribunal Constitucional.
Finalmente, basta folhear os jornais de hoje para se perceber que, de facto, as diferenças entre aquilo que poderia ter sido assinando a 6 de Junho (evitando as greves) e aquilo que ontem foi assinado, são mínimas.
Penso que muitos dos colegas que fizeram greve estão desiludidos com os sindicatos, dado que estes voltaram atrás naquilo que disseram que jamais fariam: negociar a mobilidade especial. E é este estado de espírito que me parece que tomou conta do anónimo anterior e de outros colegas que, ontem, ficaram desiludidos com o que obtiveram com as greves: praticamente o mesmo que havia sido proposto no dia 6 de Junho.
Mas, continuo a pensar que todos temos direito a tomar as decisões que bem entendemos. Muitos preferiram as greves; outros não... No final, os mais prejudicados foram mesmo os alunos. E, claro, a imagem que passou dos professores para a opinião pública!
Quanto ao que os professores sentem, neste momento, há de tudo: os que se sentem enganados pelos sindicatos, os que se sentem revoltados e instrumentalizados pelos sindicatos, os que se sentem que as conquistas foram poucas, os que queriam continuar com as greves, os que viram confirmadas as suas ideias de que as greves não trariam grandes ganhos, etc.
Cada um que faça a sua análise de forma consciente e respeitando as opções de cada um...

Anónimo disse...

Afinal o burro não sou eu, o Pedro não percebe o sarcasmo. Toda a minha intervenção é puro sarcasmo e é contra a vaidade e a soberba que o Pedro e a MJ apresentam. Não há qualquer desalento ou mesmo desilusão sobre o entendimento ou acordo. Para mim foi uma conquista que não teríamos conseguido sem Greve. Só espero que não te arrependas do que dizes pois não te podes esquecer que estás efetivo bem longe de casa (e fico por aqui).

Pedro disse...

Mas qual vaidade e soberba!!!
Custa assim tanto perceber que o que ontem se alcançou poderia, pelo que se sabe do desenrolar deste processo, ter sido alcançado sem o recurso a estas greves?
Custa assim tanto perceber que houve colegas que discordaram destas greves, apesar de, desde o início, terem estado contra a mobilidade especial?
Custa assim tanto perceber que, hoje em dia, já não vivemos com base num pensamento único e que pode haver diversidade de opiniões?
Que falta de sentido democrático...

Anónimo disse...

Olá Pedro!
O debate por aqui está muito aceso.
Também fiquei com a ideia que se foi longe demais nas greves e que tudo o que ontem foi negociado poderia ter sido acordado ainda antes da greve ao exame de Português.
Mas ainda há muitos colegas que não aceitam a posição dos que foram sempre contra a ideia de se prejudicarem os alunos. Percebes agora porque não digo quem sou?
Até amanhã

Uma colega tua

Anónimo disse...

Seguindo a lista de perguntas feitas pelo Pedro, começadas todas da mesma forma, eu só pergunto isto:
Já que o Pedro está tão convicto de que aquilo em que o MEC cedeu, ao fim de várias (e longas) negociações, foi praticamente o mesmo que se teria conseguido sem greves, custa assim tanto perceber que o MEC se estava a marimbar para os prejuízos causados aos alunos com a greve ao exame de dia 17?
É que, se eles estavam assim tão dispostos a ceder nesses pontos (palavras do Pedro) e mesmo assim deixaram que houvesse milhares de alunos prejudicados, porque não cederam ANTES do exame?
Se calhar era porque a sua principal preocupação é com os alunos, não é?

Pedro disse...

Cara colega,
percebo perfeitamente a tua posição. Mas, não percebo como é que ainda há colegas nossos que têm dificuldade em respeitar opiniões diferentes das deles...

Caro anónimo (o último),
penso que a sua análise erra numa questão essencial. Quem voltou atrás e acabou por ceder foram os sindicatos. Basta ler a notícia do Público de 7 de Junho (que coloquei no meu artigo) para perceber que no dia 6 de Junho (antes das greves) o MEC estava disponível para assinar o que acabou por ser assinando na 3ª feira. Com as mesmas salvaguardas...
Foram os sindicatos que no dia 6 de Junho se recusaram a assinar o que acabaram depois por assinar. Foram os sindicatos que se recusaram a apresentar contra-propostas sobre a mobilidade especial. Foram os sindicatos que apresentaram uma posição intransigente.
Só não vê isto quem não quer. É algo factual.
Agora, discordar da posição dos sindicatos não quer dizer que se concorde com a posição do MEC. Eu sempre critiquei a posição do MEC em relação à mobilidade especial, tendo escrito que o combate teria de ser feito sem, na minha opinião, prejudicar os alunos nos exames e nas avaliações. E continuo a pensar que o combate principal terá se ser feito no Constitucional.
O editorial do Público de ontem diz tudo...

Farto dos políticos disse...

Antes de mais, às vezes escrevo anónimo porque faço-o num smartphone, que não dá jeito para incluir um nome.
Tudo isso que o Pedro escreveu no seu último comentário não passa de conversa fiada, porque se era mesmo nisto que o MEC estava disposto a ceder, só tinha de o dizer com clareza ANTES das greves começarem a ser efectuadas. Se o tivesse feito, a opinião pública em geral e os professores em particular saberiam DE FORMA CLARA (e friso bem isto) que, se havia inflexibilidade, essa era apenas da parte dos sindicatos, e nessa altura estes últimos é que ficariam encostados à parede. Sendo assim, é óbvio que as cedências do MEC só foram estas porque a greve teve uma adesão enorme, o que permitiu obrigar o MEC a ceder em pontos nos quais, obviamente, eles NUNCA iriam ceder, a não ser que fossem (como foram) obrigados a isso.
O que veio a público, por parte do MEC, eram apenas umas meras intenções, e ainda por cima muito vagas, pelo que a sua observação de que se tratava de algo factual é totalmente absurda, pois factual era tudo o que não era.
E já que fala no editorial do Público de ontem, não sei se já leu, mas na Visão de hoje, na página 24, na rubrica Mais e Menos, escolhem o Mário Nogueira pela positiva. E acho que estamos conversados...
Quando o Pedro for para o desemprego, talvez se lembre dele...

Gorgi disse...

Excelente análise. Os sindicatos esticaram tanto a corda que acabaram por ficar enrolados nela.
No final, tiveram de recuar. Como diz o povo, a montanha pariu um rato.

Anónimo disse...

Já reparaste que hoje voltaram a não se realizar quase todas as reuniões de avaliação?
O que é que isto quer dizer? Que o descontentamento continua.

Pedro disse...

É estranho que quem se diz farto dos políticos venha elogiar o que a revista Visão diz de Nogueira: "um político hábil". Ainda por cima a Visão trata os professores não como uma classe profissional, mas sim como uma corporação poderosa... Considerações muito infelizes, na minha opinião, da parte da Visão... Mas, enfim, cada um tem as suas opiniões e se há pessoa na qual não me revejo é Mário Nogueira, um sindicalista profissional que apenas leccionou durante 10 anos e que depois enveredou pela vida política e sindical. Faria-lhe bem regressar à escola e passar o testemunho a outro...
Quanto ao tema que aqui nos trouxe, parece claro que cada um fica com a sua opinião, pelo que espero não ter de regressar a este assunto. Assim, finalizo apenas com a transcrição do que saiu no Público de 7 de Junho:
"O MEC não conseguiu ontem convencer os sindicatos de professores a abdicarem das greves às avaliações e aos exames, que se iniciam já hoje, em troca da criação de condições especiais na aplicação do regime de mobilidade especial aos docentes. Em vez da entrada em vigor da mobilidade especial para os professores a partir de 1 de Fevereiro de 2014, como acabou por ser consagrado no diploma, propunha-se que esta pudesse ser adiada para 2015."
E espero não voltar a ter que falar deste assunto...

Caro Gorgi,
também penso o mesmo. Foram os sindicatos que acabaram por ter de recuar.

Caro anónimo (o último),
hoje foi dia de greve geral e sabemos que faltando apenas um professor o conselho de turma não se realiza...
E é claro que o descontentamento continua. Nenhum professor concorda com a mobilidade especial (a principal razão do descontentamento), mas há que retomar muito do trabalho que ficou por se fazer nas últimas três semanas. E vamos ver o que diz o Constitucional sobre a mobilidade especial...

Farto dos políticos disse...

Vamos ver se nos entendemos numa coisa: nunca disse que admiro o Mário Nogueira. No entanto, se a escolha for entre ele e qualquer membro do governo, nomeadamente qualquer membro do MEC, não tenho qualquer dúvida que prefiro o Nogueira. Ele pode ser tudo o que o Pedro e outros detractores dizem que é (concordo). Só que é graças a ele (e não só) que o próximo ano lectivo não vai ser tão mau como se previa, e como seria caso ele e os outros sindicalistas não tivessem feito nada. Quer o Pedro goste ou não, essa é a verdade. Se não acredita, não vou perder mais tempo a explicar-lhe isso, até porque aqui na net não dá para explicar com um desenho.