terça-feira, 2 de setembro de 2014

Por onde anda o ministro Nuno Crato?

Estamos em Setembro e, ao contrário do que seria razoável, ainda há largos milhares de professores que (des)esperam pela publicação das listas de colocação de professores. Tirando um episódio ocorrido durante o curto mandato da ex-ministra da Educação Maria do Carmo Seabra, nunca antes se tinha assistido a tamanha incompetência e falta de consideração do MEC pelos professores, dado que o que seria normal é que, nesta altura, as escolas já soubessem com que professores é que podem contar para um novo ano lectivo que se aproxima.
Mas, se já estamos habituados a que o atraso seja palavra de ordem no MEC, o que dizer da forma como ontem, primeiro dia de Setembro, o MEC reagiu às notícias dadas pela comunicação social de que milhares de professores encheram os Centros de Emprego de norte a sul do país, para muitos deles daqui a uns dias serem chamados para irem para as escolas (porque as escolas precisam deles)? Pois, a resposta é simples: não houve reação por parte do MEC! Ou melhor, houve desprezo...
Poderíamos aqui fazer um interessante exercício de comparação sobre as atitudes tidas ontem pela Ministra da Justiça e pelo Ministro da Educação. Ontem, ambos os Ministérios foram protagonistas pelos mesmos motivos: atraso e desorganização na abertura dos anos judicial e lectivo. Mas, enquanto que a Ministra da Justiça deu a cara e se desdobrou em inúmeras presenças televisivas, dando explicações e respondendo as questões dos jornalistas, de Nuno Crato nada... Nem sequer um secretário de Estado deu uma palavra sobre o facto de já estarmos em Setembro e ainda estarem por publicar as listas de colocação, fazendo com que as escolas tenham de funcionar a meio gás...
É claro que quando as listas de colocação forem divulgadas veremos Nuno Crato nas televisões a afirmar que tudo decorreu de forma normal, sem sobressaltos, que os professores estão nas escolas antes das aulas começarem e que não houve problemas na abertura do ano lectivo. Nada mais falso... E como os jornalistas que lhe vão fazer as perguntas não percebem nada do sistema de colocação de professores, não sabem o que é a mobilidade interna, desconhecem o funcionamento das escolas e não percebem que há muito trabalho que precede as aulas, vamos, uma vez mais, assistir à abertura oficial do ano lectivo com a ida de Nuno Crato e das câmaras de televisão a uma qualquer escola deste país como se tudo tivesse ocorrido de forma normal. E ocorreu, dentro da (a)normalidade habitual...

22 comentários:

Professor do ensino privado disse...

Vocês do público passam a vida a queixar-se mas se dessem aulas no privado é que viam como é dura a vida de professor.
Vocês têm quase três meses de férias e as nossas não chegam a 30 dias. Queixam-se do atraso das listas mas enquanto não saem continuam de férias, não é?

Fátima Pais disse...

Não fale do que não sabe, por favor!

Professora do ensino público disse...

Já não bastava termos que ouvir as mentiras do Crato e ainda temos que levar com barbaridades ditas por colegas do privado. Três meses de férias? Que disparate.
Já reparei noutros blogues que muitos colegas do ensino privado parece terem inveja de quem dá aulas no ensino público. E depois falam do que não sabem!

Anónimo disse...

Para «professor» do ensino privado:

Por isso mesmo deve ter concorrido ao concurso externo extraordinário, não?

É muito engraçado estar para aqui de férias, sem saber como vai ser a vida neste e nos próximos anos lectivos... Ui! Que é tão giro, já estou a fazer contas ao subsídio de desemprego para ir para um hotel de cinco estrelas no Algarve...

A isso que você sente, a propósito dos seus colegas do «público», tem um nome: ressabianço!

E para que lhe conste, nós, os do «público», também temos uma visão fantástica de muitos dos que trabalham no «privado»:
1 - Não tiveram média para entrar nos institutos/universidades públicas, apesar de em algumas delas as médias de entrada serem ridiculamente baixas.
2 - Entraram para um piaget qualquer com média negativa e tudo!
3 - E apesar de os critérios de avaliação(?) nesses «institutos» serem qualquer coisa como:

a) Sabe ler, escrever e contar, é assíduo e faz-se acompanhar de caderno e esferográfica - 20;

b) Sabe ler, escrever e contar, é assíduo e faz-se acompanhar apenas da esferográfica - 19;

c) Sabe ler, escrever e contar, é assíduo - 18;

d) Sabe ler, escrever e contar - 17;

e) sabe ler e escrever mas, apesar de não saber contar, conhece os algarismos - 16;

f) Sabe ler mas, apesar de desconhecer a maior parte dos conteúdos de gramática, é capaz de redigir um texto minimamente inteligível, sendo que, apesar dos erros ortográficos e do recurso ao «pretoguês». Conhece os algarismos até ao milhar - 15;

g) Lê, sem dificuldade textos com menos de 50 palavras, desconhece o que é a gramática mas, com recurso ao «pretoguês» e à linguagem ds msgs n tlm ke oje srve p dzr td e maix algma koiz, consegue transmitir ideias de uma forma quase perceptível. Conhece os algarismos até à centena - 14;

h) Lê frases até oito palavras e sabe assinar de forma legível e sem erros ortográfico . reconhece os algarismos relativos à sua idade ( o que será uma mais valia no caso de chegar à provecta idade do Manoel de Oliveira!) - 13;

i) Reconhece o seu nome, consegue desenhar as letras do seu nome. Desenha os algarismos até à dezena - 12;

j) paga as propinas e desloca-se, algumas vezes ao «instituto» com o intuito de beber umas jolas com os colegas. Não falta a uma «náite» de farra - 11

l) paga as propinas e comparece a todas as «náites» de farra - 10

m) paga as propinas - entre 9 e 9,5 (valor atribuído como motivação, uma vez que se pretende que estes alunos concluam a licenciatura no espaço máximo de 50 anos, sendo que, enquanto não o fazem, contribuem generosamente para o cofre do «instituto»!)

n) Por fim, temos os alunos com o estatuto «Privilegiata Studiosum», que não precisam ir lá, nem pagar propinas. Dois exemplos de sucesso - o zé sócrates e o relvas.

4 - Ainda conseguiram no final do curso médias gloriosas de 10 valores!

5 - Infelizmente estes dos 10 valores são muito poucos! Porque a maioria sai com médias de 15 para cima. Espero que seja o seu caso... de outra forma estive aqui a escrever para o boneco, pois parece-me que já excedi largamente as 50 palavras!

Antunes

Anónimo disse...

Onde se lê:

«f) Sabe ler mas, apesar de desconhecer a maior parte dos conteúdos de gramática, é capaz de redigir um texto minimamente inteligível, sendo que, apesar dos erros ortográficos e do recurso ao «pretoguês». Conhece os algarismos até ao milhar - 15»

Deve ler-se:

«f) Sabe ler mas, apesar de desconhecer a maior parte dos conteúdos de gramática, é capaz de redigir um texto minimamente inteligível, apesar dos erros ortográficos e do recurso ao «pretoguês». Conhece os algarismos até ao milhar - 15»

Um abraço.
Antunes

Pedro disse...

Este artigo tinha como objectivo principal vincar a diferença de postura que dois ministros do mesmo Governo tiveram perante situações semelhantes: a abertura mais do que confusa dos anos judicial e escolar. Enquanto que a Ministra da Justiça foi no próprio dia às televisões responder às questões dos jornalistas, o ministro Crato remeteu-se ao silêncio e que só no dia seguinte se decidiu por, de passagem por uma qualquer cerimónia oficial, convocar os jornalistas para lhes prestar umas breves declarações, revelando falta de senso e de humildade...
Curiosamente ou não, um professor do ensino privado decidiu-se por, neste artigo, atacar os colegas do ensino público, revelando desconhecimento e falta de educação por colegas que, já em Setembro, ainda esperam pelas listas de colocação por mera inoperância do MEC. Não vou perder muito tempo com este colega até porque se esconde por trás do anonimato, mas espero que quando escrever um artigo sobre o ensino privado apareça e dê a cara com argumentos válidos e concretos...

Anónimo disse...

Concordo com o Pedro.
Já chega de privado contra público.
Bom ano letivo para todos.
Aurora

Ana disse...

Olá, Pedro.
Estou com uma dúvida e preciso de ajuda: tenho 365 dias antes da profissionalização e 2640 dias após a profissionalização. Devo receber pelo escalão A8 ou A7?

Muito obrigada.

Cumprimentos,
Ana

Armando disse...

Este Prof. do ensino privado pertence à corja de lambetas que anda a sustentar estes imbecis.
Aparecem nos blogues a criticar tudo e todos com o objectivo de fazer opinião.

Maria João Avellar disse...

Caro colega do privado, é de lamentar a sua postura. Se está tão infeliz, mude para o ensino público!

Anónimo disse...

Cara Maria João,
o indivíduo do «ensino privado» não consegue mudar para o ensino público!
Fala de barriga cheia, já viu que, assim, também se habilitaria às «férias prolongadas», à instabilidade no início de cada ano lectivo relativamente à sua vida profissional, teria que abandonar o conforto de trabalhar à porta de casa,...
Além disso, se está no ensino privado, provavelmente, não obteve média suficiente para concorrer ao público e obter um lugar!
Enfim, um ressabianço que não merece mais atenção.
Um abraço,
Antunes

Anónimo disse...

Não vou comentar o que escreveu o professor do ensino privado, porque em parte ele tem razão, mas, como eu trabalho no ensino público, prefiro realçar outro aspecto que me parece ser mais importante neste caso. Todos estes atrasos (sem que nada de substancial tenha mudado em relação a outros anos) resultam, objectivamente, numa situação próxima do caos nas escolas públicas, com as reuniões preparatórias a fazerem-se, ou mais tarde, ou na altura certa mas sem que estejam presentes muitos daqueles que de facto irão trabalhar numa dada escola ou com uma dada turma. Para além disso, não deve ser preciso ser o Nostradamus para prever que haja turmas sem aulas nos primeiros dias. Ou seja, é o público que (mais uma vez) não presta. Enquanto isso, no privado é tudo feito a tempo e horas, sem sobressaltos. Agora que tanto se fala do cheque-ensino, que escola preferirão os encarregados de educação que têm a possibilidade de escolher entre uma pública e uma privada. Parece-me fácil prever, também aqui. Mais uma vez, os amigalhaços dos nossos governantes podem esfregar as mãos de contentes!
Só mais uma coisa: se o Pedro reconhece (e bem) que igual a isto, só mesmo em 2004, com a Maria do Carmo Seabra (por sinal também de um governo PSD) será que é desta que abre os olhos e percebe que o país não tem nada a ganhar com governos PSD em vez de governos PS, pois o lixo é exactamente o mesmo? Ou será que é preciso fazer um desenho?

Pedro disse...

Caro anónimo(?), não sei a que parte daquilo que foi referido pelo colega do privado considera que corresponde à verdade. Aos três meses de férias? Se for, convém alertar que até pode haver colegas nossos do público que se consideram logo de férias quando as aulas terminam, mas também há muitos que seguem com aulas até Julho, por terem turmas do profissional, já para não falar de todo o trabalho relacionado com vigilâncias e, sobretudo, correcção de exames nacionais. Quanto ao facto de durante esta semana muitos colegas estarem a aguardar pela colocação e, portanto, estarem como que de férias, certamente que a maioria destes colegas prefeririam já estarem a trabalhar nas escolas do que estarem cheios de ansiedade e saberem que para a semana terão que enfrentar reuniões de departamento, de grupos e conselhos de turmas que poderiam ser efectuados calmamente ao longo de duas semanas.
Quanto à questão que coloca no final, não me parece correto pensar que o país não ganha nada em ter um governo PSD em vez de um governo PS. A resposta é simples: nos últimos 40 anos, com governos PS temos tido despesismo, endividamento, défice e até intervenções do FMI, com os governos PSD a terem de aplicar as medidas difíceis e impopulares para corrigir os erros do passado. É verdade de nos últimos anos, na área da Educação termos ministros do PSD ou do PS tem sido igual, mas isso não quer dizer que seja indiferente termos o país a ser governado por Passos Coelho ou por José Sócrates. Acredita que com José Sócrates como Primeiro-Ministro estaríamos melhores do que estamos agora. Eu acho que não e, pelo contrário, até estaríamos pior dada a incapacidade do PS para parar com as obras públicas (auto-estradas, TGV, aeroporto, etc.), já para não falar da falta de credibilidade que teríamos e a incapacidade para nos financiarmos externamente. Aliás, se o PS voltar ao governo (com Seguro ou Costa) teremos, pelos vistos, outra vez a abertura de tribunais e de repartições de finanças um pouco por todo o país e as obras públicas virão novamente em força. E lá teremos outra vez os défices crónicos anuais de 10% do PIB. Mas, cada um tem a sua opinião...

Anónimo disse...

Quando disse que o colega do privado em parte tem razão, referia-me ao tempo livre de que dispomos no público. É óbvio que não temos 3 meses de férias, pois o trabalho não acaba quando acabam as aulas. No entanto, convém ser realista e reconhecer alguns dos nossos privilégios. No Natal e na Páscoa, salvo raras excepções, temos mais de uma semana de folga, pois após as reuniões de avaliação e a entrega das avaliações aos encarregados de educação (no caso dos DT's) só voltamos a ter serviço no dia do recomeço das aulas. E após o fim das actividades lectivas no 3º período, claro que ainda temos muito serviço. Só que apenas temos de ir à escola quando de facto somos convocados para algo, sejam aulas do profissional, reuniões ou exames. O que significa que, entre o final da 1ª semana de Junho e a última de Julho, temos vários dias de folga. Pelo contrário, no privado (eu sei porque conheço colegas que trabalham lá) os professores vão todos os dias para a escola, salvo raríssimas excepções (Carnaval, por exemplo) e mesmo durante o tempo de aulas, têm de estar na escola mesmo nas horas em que não têm aulas, podendo ser chamados para outras tarifas. Não estou a dizer que concordo com isto, estou apenas a explicar por que razão o outro colega, em parte, tinha razão.
Quanto aos colegas que prefeririam estar já colocados, é óbvio que sim, só um imbecil não entende isso. No entanto, convém realçar que muitos deles estão nessa situação porque querem. É que, tendo 15 ou 20 anos de serviço (ou até mais) se não estão no quadro, é porque nunca quiseram sair da sua zona de conforto e nunca concorreram para fora da sua cidade, ou pouco mais do que isso. Acho piada, agora querem que a lei os proteja garantindo-lhes a entrada no quadro devido aos sucessivos contratos. Em que quadro? No de uma escola de cidade, onde milhares de colegas mais graduados também queriam ficar, mas não consegue porque não abre vaga no quadro? Isso seria uma aberração. Se eu ou outros arriscámos concorrer para além da nossa cidade, iríamos ser duplamente prejudicados, 1º porque andamos há anos e anos fora, e depois porque nunca mais ficaríamos próximos de casa. E na prática isso vai acontecer, porque com este concurso extraordinário muitos efectivaram em QZP e, como sabemos, ao terem prioridade sobre os QA/QE, vão ficar com os melhores lugares, e agora já pertencendo ao quadro. Revoltante!
Finalmente, sobre PS e PSD, o seu fanatismo faz de si um caso perdido. No entanto, como sabe, a redução do défice (que ainda não está onde deve estar dentro de pouco tempo) implica forçosamente mais cortes na saúde, educação e justiça. O que significa que, mesmo quem está no quadro não tem o futuro assegurado, como o Pedro bem sabe, pois o seu querido PSD irá (como sempre) cortar nos trabalhadores em vez de castigar os verdadeiros prevaricadores como os Salgados e companhia. Já vimos isto no BPN, agora é mais do mesmo, ainda que os contornos sejam ligeiramente diferentes. E se um dia ficar desempregado, ou ganhar miseravelmente, por causa de todos estes cortes? Já sei, a culpa é do PS, que deu cabo do país, e o PSD foi obrigado a tomar medidas impopulares. Pois é, no PSD é tudo boa gente, se não fossem os bandidos do PS... Continue a pensar assim, o PSD agradece que você e uns quantos fanáticos pensem assim. Isso eterniza-os no poder!

Pedro disse...

Caro anónimo(?), esta conversa sobre as diferenças/semelhanças entre PSD e PS não levam a lado nenhum. Cada um tem a sua opinião e não saímos disto. O que sei é que são aqueles que pensam como você (defendendo a apologia de que os partidos e os políticos são todos iguais) que levam a que a abstenção suba e sejamos cada vez menos aqueles que, efectivamente, decidem quem nos deve governar. Curiosamente ou não, são depois aqueles que não votaram os que mais se queixam.
Para mim não são todos iguais. E se preferir a lógica do "menos mau", então que seja... Agora dizer que, depois do descalabro que foram os governos socráticos, agora seria igual termos José Sócrates ou Passos Coelho a governar o país, é que não me convence disso... Onde já estaríamos com Sócrates a (des)governar novamente o país?!

Anónimo disse...

Entre Sócrates e Passos Coelho, venha o diabo e escolha! O que eu sei é que a minha situação pessoal não melhorou nada com o Passos Coelho, e não ninguém cuja situação pessoal tenha melhorado. Logo...
Já agora, fique sabendo que eu vou votar, mas voto normalmente no Bloco de Esquerda, não porque concorde com a maioria das suas ideias, mas porque são claramente o mal menor. E claro que me queixo dos políticos, porque sou constantemente prejudicado pelos idiotas que votam constantemente PS ou PSD (muitas vezes alternando entre ambos, como se isso fosse uma verdadeira alternância!) porque ao fim de 40 anos de democracia meramente formal ainda não perceberam que nenhum desses 2 partidos é solução para os problemas do país. E o mais ridículo é ver esses idiotas que constituem a maioria do eleitorado desses 2 partidos a queixarem-se de coisas como o aumento dos impostos, o fecho de tribunais, de escolas, de centros de saúde, etc. Se votaram neles, queixam-se de quê??? O que interessa que façam manifestações em que se mostram muito indignados? É o voto, e só o voto, que conta!

Anónimo disse...

Pois!
Os governos têm sido uma m&rd@ e os sindicatos que temos não são melhores que putos rabinos a fazerem uma birra porque também têm direito a uma playstation, àquele telefone topo de gama, ao computador portátil de última geração (porque aquele que os pais compraram há seis meses já não serve porque o filho do vizinho tem um melhor!!!), à mesada com mais euros, ao direito de não limpar nem arrumar o quarto,....... Mas não fazia mal, fazia-se mais um crédito!

Infelizmente é isto que temos e, independentemente do governo no poder, quando há dinheiro esbanja-se em caprichos descuidando o que realmente importa, quando não há dinheiro nem para o fundamental à dignidade humana, alguns governos continuam a ceder em alguns caprichos, negociando-os, mesmo que não haja dinheiro para comida ou para pagar os compromissos mensais!

É com isto que temos vindo a levar desde o vinte e cinco do quatro... governos da treta e «cindycatos» infantis, teimosos e birrentos, que defendem o pseudo-interesse de todos, tratando todos como os iguais (mesmo quando não o são), e por aí fora.

Voltando à comparação do «bom pai de família» (em tempo de vacas magras), há sempre dinheiro para cerveja e para ir à bola, quando chega a casa, se alguém se queixa que tem fome leva uma carga de porrada.

Tivemos até agora governos sem meio termo, ou dão tudo e mais alguma coisa, ou dão-nos «porrada», e temos um povo que teima em emancipar-se, esperando que lhes seja dado tudo sob pretexto de birras públicas (como apoio, claro está, dos tais sindicatos das bandeiras e apitos).

Pedro disse...

Há quem diga que entre PSD e PS (e já agora CDS, visto que também pertence ao chamado arco da governação) venha o diabo e escolha e que, portanto, o melhor mesmo é votar BE ou PCP ou simplesmente não votar.
A opção de votar BE ou PCP é sempre muito fácil, já que sendo partidos que não governam, não podem ser alvo de critica por governarem bem ou mal. Simplesmente, não governam, pelo que se limitam a protestar. É uma boa opção para quem prefere escolher quem protesta melhor do que escolher quem governa menos mal...
A outra opção (não votar) costuma ser escolhida pelos do costume: os que passam a vida a queixar-se de tudo e de todos, mas que na hora de poderem escolher, preferem o comodismo.
Eu prefiro a opção assertiva: voto no partido que considero que governa melhor ou, na lógica dos pessimistas do costume, o que governa menos mal... Simples, não é?

Anónimo disse...

A opção de votar BE ou PCP (ou em branco) é simplesmente uma forma de se mostrar que se está farto de PS ou PSD (o D é mera cosmética, excepto na sua cabeça fanática). Se eu odeio ambos estes partidos por igual (pode juntar o CDS, é-me indiferente) conhece alguma maneira melhor de mostrar isso??? Ou será que preferia a organização de milícias organizadas cujo objectivo fosse eliminar fisicamente os parasitas desses partidos?

Anónimo disse...

Chamem o Mário Nogeira da fenprof, que eles por lá resolvem tudo com bandeiras e apitos quando se trata de demonstrar descontentamento sobre alguma coisa.

Pedro disse...

O penúltimo anónimo(?) prova, no seu comentário, que na política o maior fanatismo possível é votar-se num partido por se odiar outro. Isso sim é fanatismo!!!
Faz-me lembrar, numa analogia com o futebol, aqueles que se dizem portistas, mas que, de facto, são mais antibenfiquistas do que portistas. E até ficam mais contentes quando o Glorioso perde do que quando o FCP ganha. Enfim, são opções...

Anónimo disse...

O Pedro já pensou em fazer carreira no humor? É que até tem jeito, e no caso de o seu PSD o mandar para o desemprego com todos estes cortes na educação, nunca se sabe... Sobre os seus comentários acerca de um suposto clube glorioso, nem vou comentar, pois é o clube dos analfabetos (formais ou funcionais) e por isso, uma das razões pelas quais em Portugal só se vota (em massa) no PS e no PSD. Com o deplorável resultado que se conhece, por mais que o Pedro queira fechar os olhos para a realidade.
Quanto a votar BE ou PCP, o Pedro só pode estar a gozar. Quer dizer, 1º diz que abomina os que não votam, ou votam em branco, porque assim não têm legitimidade para criticar, uma vez que se demitem das suas responsabilidades. Depois critica os que votam BE ou PCP porque detestam os partidos do arco da governação.
Nesse caso, se não for pedir muito, peço-lhe o favor que a sua sapiência suprema me guie. Eu odeio o PS e o PSD (nem sequer faz sentido falar deles em separado, porque só muda o cheiro) porque, ao fim de 40 anos desta democracia da treta, já mostraram bem daquilo que são capazes. Pelo menos, se 40 anos não chegam, quantos serão precisos? 100? 400? Tudo o que fizeram foi pôr o país num estado miserável, mascarado por algumas boas estradas construídas com o dinheiro vindo da UE. E a verdade é que, depois do 25 de Abril, em que os portugueses melhoraram muito depois de décadas de ditadura, quase tudo o que foi conquistado se está a perder novamente. Claro que não se regressa ao estado novo, mas se dependesse dos seus amigos do PSD, era para lá que voltávamos, pois todas as medidas que tomam vão nesse sentido. Sendo assim, agora que penso que fui claro sobre a razão de odiar esses partidos, por favor indique-me então o que devo fazer quando houver eleições legislativas. É que realmente gostava de saber...