terça-feira, 28 de novembro de 2006

As vantagens das aulas de substituição...

A verdade é que, enquanto que as actividades de substituição continuam, na generalidade das escolas, a estarem longe de atingir os seus objectivos, pois, muitas vezes, não passam de autênticos tempos de ocupação dos tempos livres dos alunos com TPC`s, trabalho de estudo ou de preparação de testes (que só alguns alunos aproveitam!), já a definição das "verdadeiras" aulas de substituição para os casos dos professores que sabem com antecedência que irão faltar parece-me ter sido uma boa medida implementada pela actual equipa ministerial da Educação.
Ora, hoje fui leccionar a disciplina de SIG (Sistemas de Informação Geográfica) à turma do 12º ano do curso tecnológico de Ordenamento do Território e Ambiente, em substituição de uma colega minha que sabia com antecedência que teria que faltar hoje. Recebi no Conselho Executivo o plano da aula e falei com a colega para ficar elucidado sobre a matéria a leccionar, sendo que os alunos já sabiam que iriam ter uma normal aula de SIG, com a única diferença de que seria outro professor a leccioná-la... Ou seja, todos os intervenientes cumpriram com as suas obrigações: o Conselho Executivo, os professores substituído e substituto e os alunos da turma que trabalharam normalmente durante a aula. Deste modo, o facto da professora da turma ter tido que faltar em nada prejudicou os alunos, pelo que o sistema instituído funcionou em benefício daqueles para quem a Escola se destina...
Assim, o problema reside nas aulas cujos docentes não sabem com antecedência que terão que faltar ou que, sabendo-o não querem ter o trabalho de preparar e deixar o plano da aula aos professores substitutos!!!

2 comentários:

José Manuel Dias disse...

Uma abordagem séria que dignifica os professores...Parabéns!
Cumps

João disse...

Mais grave que a confusão grassar junto da opinião pública é ela persistir nos próprios professores ou nos conselhos executivos. Uma actividade de substituição resultante de uma falta imprevista deve preferencialmente decorrer na biblioteca, sala de informática ou de estudo, onde um qualquer docente fica responsável por manter a ordem e orientar a execução de determinada tarefa: visionamento de um filme, estudar para um teste, discussão ou pesquisa sobre um tema actual, etc.
A verdadeira aula de substituição será leccionada por um outro colega do mesmo grupo disciplinar e atempadamente preparada, como foi (e muito bem) referida pelo Miguel.
Mas isto pressupõe 3 condições:
1) existência de espaços adequados na escola e manifesta vontade do conselho executivo os exigir junto das direcções regionais ou serviços centrais do ministério, e caso tal não seja possível assumir que não há condições para a sua realização;
2) responsabilização dos professores que, sabendo atempadamente que irão faltar, não o comuniquem ao CE;
3) efectivo pagamento como horas extraordinárias da docência das aula de substituição, pois a uma tarefa exercida "à borla" não lhe pode ser exigível qualidade.
Caso contrário iremos persistir no faz de conta e a aturar o descontentamento dos alunos.