segunda-feira, 9 de janeiro de 2006

Currículos alternativos: um mal necessário...

Depois de ter usufruído de cinco dias de licença de paternidade voltei hoje ao trabalho na escola. Entretanto, continuo a braços com a minha tese de mestrado, pelo que o tempo disponível para a blogosfera e outros hobbies (como o snoocker) tem escasseado... Que bom que seria que um dia completo tivesse a duração de 48 horas!!!
Apesar de, durante este período de pausa lectiva, o Governo ter avançado com novidades ao nível das regras para os currículos alternativos e depois de, durante o 1º período de aulas, terem sido apresentadas novas medidas tendentes à recuperação dos alunos com insucesso escolar, não notei grandes diferenças no que toca ao trabalho lectivo neste meu primeiro dia de aulas depois do Natal. Também não é de admirar. Será a partir de agora, espero eu, que aos poucos se começarão a sentir os resultados das medidas tomadas nas reuniões de avaliação do 1º período: aulas de recuperação, estratégias diferenciadas na sala de aula, trabalho de tutoria, entre outras medidas...
Quanto à nova medida dada a conhecer há poucos dias atrás, enunciada no despacho normativo nº1/2006 e respeitante aos denominados, pelo Ministério de Educação, "percursos curriculares alternativos", que vem em seguimento dos conhecidos currículos alternativos, dada a minha experiência profissional de quase oito anos de serviço (bem sei que não assim tantos!) penso que este é um mal necessário com vista a dois objectivos centrais: por um lado, conceder uma última oportunidade a todo aquele conjunto de alunos, que parecem ser cada vez mais (porque será?), a fim de que possam concluir, pelo menos, a escolaridade obrigatória, em vez de abandonarem a escola precocemente, e por outro lado, não prejudicar aqueles alunos que, com um ritmo de aprendizagem regular são, muitas vezes prejudicados, por estarem na mesma turma, pelos alunos com maiores dificuldades... Prejudicados, no sentido de que, muitas vezes se alheiam da matéria, por ser dada com um ritmo muito mais lento, desperdiçando, assim, as suas capacidades...
Já agora, se está previsto na lei que estas turmas possam ter apenas dez alunos, não seria justo que as demais turmas pudessem não ter mais do que vinte alunos? O sucesso escolar, certamente, que seria bem diferente...

5 comentários:

ISABEL disse...

OI Pedro

Concordo contigo plenamente.

Seria bem melhor reduzir o número de turmas para um aumento do sucesso escolar. Haveria maoir concentração, interesse por parte dos alunos e maior motivação para os professores. Para além do mais haveria mais professores a leccionar.

jinhos para a familia

Miguel Pinto disse...

Miguel
Há uma pequena confusão que importa clarificar: "Estes currículos destinam-se a grupos específicos, com um mínimo de dez elementos, de alunos até aos 15 anos de idade, que configurem casos de insucesso escolar repetido." A notícia não revela o limite máximo.

Miguel disse...

Caro Miguel, obrigado pela chamada de atenção. A correcção devida já está feita...

Dishti disse...

Tb axo k as turmas n deveriam ter mais do k 20 alunos, e assim cm axo k o sitema escolar tem de levar uma reviravolta muito grande e a começar no 1º ciclo claro...mas isso depois falo no meu blog poix se n nunca mais saia daki e n te kero fazer perder tempo....lol.
Gozem bem esses moments maravilhosos com a vossas mais k td, se precisarem já sabes..jinhs de Andreia e Tiago 23 m.
Um beijo á tua esposa e filhota.

Zé Augusto disse...

Acho que todos estamos de acordo quando se fala na redução do número de alunos por turma. Para aqueles que não sabem o que é, experimentem meter 28 ou 29 "pré-adolescentes" dentro de uma sala durante 90 minutos (que é o que acontece), depois tentem mante-los em silencio e sossegados. É, garanto-vos, uma tarefa herculiana. A juntar a tudo isto acrescentem a meta do sucesso escolar ou educativo. Será possível? E o ensino individualizado, e o acompanhamento a cada um destes alunos faz-se quando e como? É claro que os níveis de exigencia baixam e mesmo assim os resultados são aquilo que nós sabemos. Acreditem que cada um de nós (professores) faz o melhor que pode e consegue. Mesmo que continue e haver gente (muito bem instalados num denominado ME)que diga o contrário.