segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

Fecho de escolas do 1º ciclo. O que fazer?

Como se sabe, até ao final da legislatura, o actual Executivo prevê o encerramento de mais de quatro mil escolas do 1º ciclo, tendo em conta o respeito por três critérios: escolas com menos de dez alunos, escolas com menos de 20 alunos e taxas de aproveitamento inferiores a 89 por cento (média nacional) e espaços que não ofereçam condições de funcionamento.
Convém ter alguma ponderação na hora de tomar uma decisão acerca deste objectivo do Governo. Quem é professor ou, de alguma forma, está ligado ao ensino sabe das dificuldades que existem quando se tem que leccionar em aldeias distantes dos grandes centros urbanos e com reduzido número de alunos. Por outro lado, é fácil de imaginar os benefícios que advêm para os alunos quando estes têm a possibilidade de frequentarem escolas devidamente apetrechadas em termos de biblioteca, acesso à Internet, refeitório, entre outros aspectos. Por outro lado, não há que ignorar a diferença entre estar numa escola isolada, onde os alunos apresentam problemas de contacto com novas realidades e estar num estabelecimento de ensino que faculta novas experiências.
No entanto, a minha experiência de formado em Geografia também me diz que o desenvolvimento harmonioso e equilibrado do território só se consegue concretizar se as regiões mais desfavorecidas (as do Interior) não forem desprovidas dos necessários equipamentos e serviços.
Creio que as vantagens desta solução superam em muito as dificuldades que poderão advir em algumas situações específicas, pelo que a mesma teoria poderia ser aplicada para outro tipo de serviços que não têm "procura" suficiente, como é o caso de alguns centros de saúde abertos à noite e que na maior parte das vezes estão às "moscas".

3 comentários:

ISABEL disse...

Olá Pedro

Estou inteiramente de acordo contigo.
Com a Regionalização as aldeias , as pessoas não fugiam das suas origens e haveria mais acessos e serviços...
Mas...isso implica mais dinheiro, investir...coisa que na real situação de Portugal é complicado.
E neste momento quem tem dinheiro penso que não se arriscará a investir em lugares desertificados.
Não é uma boa solução a de fecharem as escolas...mas neste momento penso que é um mal necessário.
Também serão menos vagas....mais professores desempregados...

Ás vezes nem sempre podemos fazer desenvolvimento/crescimento...mas podemos esperar por melhores dias.

fica bem.

Dishti disse...

Concordo contigo Pedro antes de se tomar essa decuisão de se fechar as escolas o goveno tem de arranjar meios para asegurar o transporte e as condições necessárias para k essas crianças possam ter então melhores condições e k td seja feiro a favor delas e n afavor das burocracias.
Jinhs de Dishti.

The LBug disse...

Pois...


... esta tema também teve direito a um "post" lá pelos (In)Docentes, mas...

...será que esta solução é mesmo uma solução???

Penso que para o ensino, não é!

Em vez de encerrar tais escolas, que tal dotá-las de determinados meios, não só para contribuir para o bem-estar dos Professores "desterrados", como também para o crescimento dos alunos que as frequentam (numa de "igualdade de oportunidades"...)?

O incentivo ao aumento populacional de "Sta Terrinha" e "Atrás do Sol-Posto" também passa por aqui... não?

Acho que esta solução é mais para o famoso déficit! Não é, de todo, para as crianças que moram longe dos centros urbanos!

Quanto à tal "igualdade de oportunidades"... ainda há alguns que são mais iguais do que outros!!! E a maior pena é que esta igualdade seja definida pela côr! (sem ser da pele, claro!!!)

;o) The LBug